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Autor Tópico: Quem são os autocaravanistas portugueses?  (Lida 1008 vezes)
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A748-2
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« Responder #16 em: 25 Abr 2007, 00:35 »

Boa noite,

Realmente em relação ao Algarve, se calhar vamos perder uma óptima oportunidade de falar, e mais uma vez, carpir mágoas que, no nosso país nada se faz.

Tive oportunidade de ler "online" o jornal do clube, e o denominador comum do editorial, assim como artigos de opinião, é o alheamento por parte dos sócios de algumas iniciativas levadas a cabo pelo clube.
Acho que é dos poucos, em que é, o clube a "correr" atrás dos sócios e não contrário!!!
Sinceramente, nalguns casos, acho que a ideia que prevalece na cabeça de alguns, é que o CPA será uma espécie de... INATEL!!! Em que a única diferença é ter de levar a casa ás costas já que o CPA só fornece o folguedo! Grin
Aqui estou e aqui me têm... agora tratem de me entreter.
Alturas houve, em que pensei que, para as Direções anteriores, fosse uma situação cómoda, já que não obrigava a grandes ginásticas orçamentais nem grandes tratos á imaginação... no fim de contas era mais um encontro, igual a tantos outros.

Com esta Direção,e aqui talvez esteja o busílis, imprimiu-se uma certa dinâmica em termos de participação activa dos sócios na vida do clube e eventos que nos "obriga" a participar e a olhar com mais atenção e sair de uma letargia para além dos simples encontros de donos de AC,s que éramos para passarmos a ser autocaravanistas com responsabilidades aos olhos daqueles que não são, e não compreendem esta nossa forma de estar na vida.

Em tempos pus em dúvida se o CPA, estaria preparado para gerir esta janela de participação que se abria ao criar-se o fórum?

Neste momento, acho que nós, sócios e não sócios, é que não estamos preparados nem HABITUADOS a que o clube "exija" a nossa participação.

E aqui refiro-me exactamente áqueles que consideram o CPA como uma extensão do INATEL... que como bem sabem, só existe para nos entreter nos nossos tempos livres a troco de uma taxa anual.

Penso que no dia, em que se chegar a um consenso em termos de responsabilidades recíprocas, tudo melhora.
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msilva
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Visitante Nº 1053


« Responder #15 em: 24 Abr 2007, 19:40 »

Caro Raul:
Com respeito devido á direcção do CPA e organização do encontro eu estive no encontro e nada me foi entregue para preencher sobre o que quer que fosse a não ser o papel de incrição na actividade.
Se não houveram mais inqueritos preenchidos foi por erro de alguem que não os distribuiu.
Poderá tambem saber a minha opinião sobre o encontro no topico  do encontro
MSilva
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Mário Silva
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Raul Lopes
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« Responder #14 em: 24 Abr 2007, 16:11 »

O apuramento de resultados e publicação dos mesmos pode ser uma lâmina de dois gumes.
Apurar, a indiferença das respostas e participação, pode significar, uma pergunta...
Será que vale a pena este esforço, só para "...comezainas, passeios a pé e fogo de campo..." (sic). É legitimo, esta pergunta por parte da Direção.

Por outro lado, o clube não se pode "anular" ou deixar de existir só porque é visto como um belissimo organizador de "...comezainas, passeios a pé e fogo de campo..."(sic)
A importância de uma instituição, depende muito da participação, dos que fazem parte dela...caso contrário... o último a sair que feche a porta!! 

Pois é, estas coisas dos estudos (mesmo quando apresentados por quem não é mestre em artes gráficas) podem servir para muita coisa para além de confirmnar o interesse pelas  comezainas. Por exmplo para tentar negociar melhores condições para o seguro das autocaravanas.
Mas a verdade é que os clubes são aquilo que os sócios quiserem. E não é só pelo que decidem nas Assembleias Gerais, é pela forma como condicionam o comportamento dos seus dirigentes, por aquilo que no dia-a-dia lhe transmitem ser as suas prioridades. Um outro exemplo ajudará a perceber o que quero dizer:
--a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve está a tentar elaborar o estudo mais profundo que já se fez em Portugal sobre autocaravanismo. Nomeadamente contabilizando e inquirindo os autocaravanistas nacionais e estrangeiros que pernoitam nos locais de maior concentração de AC. É a resposta da CCDR às muitas queixas que lhe chegaram sobre o comportamento dos autocaravanistas. Podiamos desejar melhor?
-- o técnico responsável pelo estudo enviou-me uma versão de inquérito mais completa do que a que divulgámos online para ser respondido em papel. Tinha a expectativa de obter cerca de 150 respostas no fim de semana na Ericeira.
-- pelo número dos presentes teria sido possivel obter aquele número de respostas, mas afinal só temos 3 dezenas. O que vou dizer agora à CCDR? Que o Clube tem 1500 sócios mas só consegue arranjar umas dezenas de respostas?
É este o interesse que quotidianamente se transmite. Há quem arranje tempo para criticar directores, quem faça centenas de kms para fazer um picnic, mas não disponha de 10 minutos para responder a um inquérito, formula simples de manifestar gratidão a quem se interessa pelos autocaravansitas. Enfim, será uma questão de prioridades!
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A748-2
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« Responder #13 em: 24 Abr 2007, 00:35 »

Boa noite,

Talvez um pouco desfazado no tempo de resposta, tenho de concordar, com o Nuno sobre a importância deste tópico. Realmente, realizar um trabalho de pesquisa e "publicá-lo", só pode ajudar a conhecer do que é feito o CPA. Se me é permitido fazer uma critica, o único senão será a forma como é apresentado. Talvez mais acessivel e menos enfadonho, se feito com gráficos e percentagens como resposta a perguntas simples e directas.Embora nem sempre o gráfico seja tão claro se não acompanhado por palavras.

Realmente para ficar, mais completo só faltava, perguntar, nesse inquérito se por alguma razão tinha "Alguma aversão a responder a inquéritos...??" Isto pela escassez de respostas.
Compreendo o desalento do Raul Lopes em relação, ao "feed back" deste trabalho, mas por outro lado, chamar a atenção sobre as incongruências, de alguns dos dados apurados talvez seja contra producente, primeiro para os que responderam, e segundo para a leitura que se faz dos dados disponivéis.
Um trabalho deixa de ser credível, se o resultado fôr daqueles "que não lembra ao Diabo!!"...Huh

O apuramento de resultados e publicação dos mesmos pode ser uma lâmina de dois gumes.
Apurar, a indiferença das respostas e participação, pode significar, uma pergunta...
Será que vale a pena este esforço, só para "...comezainas, passeios a pé e fogo de campo..." (sic). É legitimo, esta pergunta por parte da Direção.

Por outro lado, o clube não se pode "anular" ou deixar de existir só porque é visto como um belissimo organizador de "...comezainas, passeios a pé e fogo de campo..."(sic)
A importância de uma instituição, depende muito da participação, dos que fazem parte dela...caso contrário... o último a sair que feche a porta!! 
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nunor
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« Responder #12 em: 16 Out 2006, 09:44 »

A julgar pelos comentários às mensagens anteriores (ou mais exactamente à sua falta) sou levado a concluir que os foreiros não estão muito interessados nesta informação. ...


Bom dia Raul

Eu acho que estás enganado, muito enganado. Toda esta informação que tens transmitido depois de teres realizado uma autêntica maratona na análise dos inquéritos, é bastante importante. Muitas vezes somos questionados por estatísticas relacionadas com o autocaravanismo e ficamos sem saber o que responder pois nenhum organismo público ou privado desenvolve qualquer trabalho estatístico sobre este tema.
Com o teu trabalho de análise daqui para a frente podemos responder devidamente a essas questões.
Um trabalho moroso que sem dúvida servirá de ponto de partida para eventuais estudos estatísticos no futuro.
Espero que todos tenham consciência da importância das informações que aqui tens vindo a enumerar. 
Um abraço
Nuno

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Raul Lopes
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« Responder #11 em: 15 Out 2006, 20:13 »

Onde pernoitam os autocaravanistas?

Neste domínio as preferências dos autocaravanistas estão claramente divididas. Por um lado temos 16% que recorre sempre ao Parque de Campismo para dormir, por outro lado, 14% nunca o faz. Acresce que outros 34% passam mais de metade das noites no Parque de Campismo, enquanto 36% passa a maioria das noites fora dos parques. Ou seja, exactamente metade dos autocaravanistas são principalmente “campistas”, ao contrário da outra metade que só marginalmente recorre aos parques de campismo para pernoitar.
Quanto às circunstâncias em que saem e pernoitam, os dados mais relevantes indicam-nos que também nesta matéria existe dualidade de comportamentos:
•   Quando saem, 39% dos autocaravanistas fazem-no sozinhos, enquanto outros 40% saem em conjunto 1 a 4 vezes por ano;
•   Quando pernoitam fora dos Parques de Campismo, 1/3 dos autocaravanistas fá-lo sempre, ou quase sempre, sozinho. Daqui não decorre todavia qualquer correlação com o número de assaltos.

Assaltos: quantos e onde foram assaltados os autocaravanistas?

Cerca de 30% dos autocaravanistas já foi assaltado, alguns por mais do que uma vez. Porém, não se verifica nenhum padrão específico. Os autocaravanistas parecem ser assaltados nos mais variados lugares e circunstâncias, independentemente do seu padrão de comportamento. Por países, o número de assaltos reflecte essencialmente a frequência com que se viaja por eles, não sendo de estranhar que quase metade dos assaltos tenha ocorrido em Portugal.
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Raul Lopes
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« Responder #10 em: 13 Out 2006, 18:45 »

A julgar pelos comentários às mensagens anteriores (ou mais exactamente à sua falta) sou levado a concluir que os foreiros não estão muito interessados nesta informação. Ainda assim, aqui fica mais um dado:

Com que intensidade usam os autocaravanistas a sua autocaravana?

Anualmente 51% dos autocaravanistas percorre mais de 5 mil km, convergindo num valor médio da ordem dos 8000 kms/ano.
Em média um autocaravanista sai 12 vezes por ano, passando na autocaravana 48 noites. Claro que estes valores médios escondem comportamentos muito diferentes: 25% dos autocaravanistas sai no máximo 4 vezes por ano, mas metade sai pelo menos 10 vezes, havendo mesmo ¼ que sai mais de 15 vezes/ano.
O número de saídas por meses também varia, de acordo com as condições climatéricas: nos meses de Inverno e Outono não chegam a 50% os autocaravanistas que saem com a autocaravana pelo menos uma vez por mês; já na Primavera são na ordem dos 60% os que saem pelo menos uma vez/mês; finalmente, no Verão a percentagem dos autocaravanistas que saem pelo menos uma vez por mês aumenta para a vizinhança dos 70%.
Em termos de noites dormidas na autocaravana, o valor médio de 48 resulta de comportamentos bastante díspares: 25% dos autocaravanistas não passa na autocaravana mais do que 25 noites/ano; mas metade passa pelo menos 40 noites, havendo 25% que dormem mais de 55 vezes e 10% que passam na sua autocaravana mais de 100 noites por ano.
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Raul Lopes
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« Responder #9 em: 07 Out 2006, 13:10 »

Em síntese, do ponto de vista sócio-profissional os autocaravanistas podem subdividir-se em 3 grupos:

• O grupo mais expressivo (37%) é constituído por pessoas que têm no mínimo 12 anos de escolaridade (mais de 2/3 são licenciados ou mesmo pós-graduados) e estão profissionalmente activos seja trabalhando por conta própria, seja enquanto quadros técnicos no sector público ou nas empresas.
• O segundo grupo representa 32% e é constituído por reformados com elevados níveis de escolaridade: 12º ano ou licenciatura
• O terceiro grupo, 24%, é formado por pessoas que têm no máximo 9 anos de escolaridade e que trabalham por conta própria ou estão reformados (2/3 dos integrantes deste grupo, 48% do total).

As habilitações literárias do cônjuge do sócio (normalmente a mulher) são globalmente inferiores às do sócio (48% tem no máximo 9 anos de escolaridade), mas existe correlação positiva entre o nível de formação do casal quando analisados os 3 grupos anteriores. Por exemplo, 2/3 do total “das mulheres” licenciadas vivem com autocaravanistas do primeiro grupo supra definido.
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Mário Caxias
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« Responder #8 em: 29 Set 2006, 23:10 »

Pegando na mensagem do passado dia o7 com o título "Que tipo de actividades mais apreciam os autocaravanistas nos eventos do CPA?" e tendo presente as respostas obtidas no inquérito (poucas, como se esperava mas que a ausência de resposta de todos os muitos outros impede deduções muito credíveis) concluiu-se:

um Encontro ideal deve incluir uma boa comezaina colectiva, seguida de uma passeata a pé culminando com um “fogo de campo”

Mas entendo que não nos devemos orientar pelo tratamento estatístico das respostas, para a realização de actividades lúdicas (Encontros, Passeios), embora as respostas recebidas tenham a sua utilidade para se ficar a conhecer hábitos e gostos actuais dos sócios que respondem. 
Devemos ter em mente que entre os fins do CPA está (vide cap. 1 dos estatutos):
"Procurar por todas as formas a elevação cultural dos seus sócios." 
e que deverá ser a qualidade das actividades a favorecer a modificação dos gostos dos sócios, no sentido da sua promoção como pessoas.

Aqui, uma vez mais é necessário que os sócios participem, dêem sugestões realizáveis e estruturadas.  Não é a nossa Direcção que conseguirá cuidar de tudo. 
E muito tem vindo a fazer, tendo presente que são poucos elementos e quase todos com vida profissional activa.

Até uma próxima
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Mário Caxias
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« Responder #7 em: 20 Set 2006, 18:43 »

Quem tem Carta de Campista e por que clube?

Apenas 40% dos sócios do CPA alguma vez requisitou a Carta de Campista em nome do CPA. Os 60% restantes, ou nunca tiveram CC (quase metade) ou requisitaram-na em nome de clubes e associações muito diversas, onde se evidenciam o ACP (8%), o CCL (3%) e o CCPorto (2%).
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Raul Lopes
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« Responder #6 em: 19 Set 2006, 21:03 »

   Que idade têm os autocaravanistas?

O agregado familiar típico do autocaravanista são 2 pessoas (em 56% dos casos), o que não surpreende. O mesmo se não dirá de em 38% dos casos tal agregado incluir 1 ou 2 filhos (pouco vistos nas autocaravanas!).

Por outro lado, ao contrário do que transparece em alguns dos nossos eventos, no CPA são mais os jovens do que os idosos. Com efeito, metade dos sócios tem menos de 57 anos e 20% dos autocaravanistas do CPA tem menos de 45 anos (4% tem mesmo menos de 30 anos). O grupo etário mais representado no Clube é o dos autocaravanistas com 45 a 60 anos, que representa 40% do total dos sócios, enquanto os autocaravanistas com mais de 65 anos correspondem apenas a 25% do total (13% com mais de 70 anos).


   E no Clube, quão antigos são os associados?
O CPA já completou 16 anos, mas é um Clube que está em permanente renovação. De facto, os sócios com mais de 10 anos de clube representam pouco mais de 20% do total. Em contrapartida, cerca de metade dos sócios aderiu ao CPA nos últimos 5 anos. Esta é uma dupla renovação, pois que 28% dos novos sócios dos últimos 5 anos têm actualmente menos de 45 anos (proporção superior ao peso geral deste grupo etário), o que significa que o CPA à medida que cresce não só se renova como rejuvenesce.
Acresce que os sócios que têm deixado o clube, seja por motivo de falecimento seja por qualquer outra razão que os levou a deixar de pagar as cotas, foram essencialmente (95% dos casos) pessoas que aderiram ao CPA antes de 2001. De onde se conclui que a taxa de fidelização do clube nos anos mais recentes é muito elevada.

  • Quem tem e quem não tem AC no CPA?/
    Tendo em conta aqueles que são familiares de outros sócios, apenas 2,6% dos sócios do CPA não dispunha de autocaravana à data de se inscrever como sócio.
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Raul Lopes
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« Responder #5 em: 17 Set 2006, 18:28 »

Aproxima-se a realização de mais um Encontro do Clube, daí a pertinência de se saber: o que mais e menos agrada aos participantes nos Encontros do CPA?

Heis a resposta.

O convívio-confraternização e o ambiente dos Encontros é o principal motivo de satisfação, sendo sublinhado por 44% dos inquiridos. Os outros factores mais referidos são os passeios-visitas guiadas (apontados por 19%), a boa organização (15%) e a oportunidade para conhecer novos locais (10%).
Para cerca de 2/3 dos inquiridos não há motivo de desagrado relativamente à forma como os Encontros do Clube têm decorrido. Adicionalmente, quase metade dos factores de desagrado apontados têm a ver com “a falta de civismo de alguns” (sobretudo associada aos comportamentos à hora das refeições). Seguem-se, com uma importância residual: a “falta de integração dos novos membros e a formação de grupos fechados”; a “confusão e o excesso de pessoas”; as “criticas injustas à organização” e a “falta de energia e/ou de sanitários”.
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Raul Lopes
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« Responder #4 em: 16 Set 2006, 15:25 »

Quando e qual o tipo de eventos preferidos pelos sócios do CPA?

Há quem ache que todos os meses do ano são adequados para o CPA promover os seus Encontros. Mas globalmente observam-se nítidas preferências:
     • Menos de 25% considera adequados os meses de Janeiro, Fevereiro, Julho, Agosto, Novembro e Dezembro;
     • Quase metade, 40 a 50% , considera os meses de Março e Junho adequados;
     • Pelo menos 50% considera adequados os meses de Abril, Maio, Setembro e Outubro.

quanto ao tipo de actividades as preferências não são tão inequívocas. Quando se considera apenas a primeira preferência revelada, a prioridade vai para os “passeios de terra em terra pelo país”, seguida pelos “passeios em grupo pela Europa”. Quando se consideram conjuntamente as duas principais preferências o resultado é diferente. Os passeios pela Europa são relegados para segundo plano, surgindo os “encontros de 2-3 dias no mesmo sítio” em pé de igualdade com os “passeios de terra em terra”.

Quanto ao número anual de eventos que os sócios gostariam de ver organizados, a resposta é clara: 2 ou 3 eventos de fim-de-semana, mais 2 ou 3 realizações em fim-de-semana alargado e 1 ou duas actividades com a duração de uma semana. Forçoso é notar-se a incongruência entre estes números e o grau de participação revelado nos Encontros e na vida do Clube em geral.

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Raul Lopes
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« Responder #3 em: 13 Set 2006, 15:35 »

Quando e que tipo de actividades preferem os sócios do CPA?

Há quem ache que todos os meses do anos são adequados para o CPA promover os seus Encontros. Mas globalmente observam-se nítidas preferências:
• Menos de 25% considera adequados os meses de Janeiro, Fevereiro, Julho, Agosto, Novembro e Dezembro;
• Quase metade, 40 a 50% , considera os meses de Março e Junho adequados;
• Pelo menos 50% considera adequados os meses de Abril, Maio, Setembro e Outubro.

Já quanto ao tipo de actividades as preferências não são tão inequívocas. Quando se considera apenas a primeira preferência revelada, a prioridade vai para os “passeios de terra em terra pelo país”, seguida pelos “passeios em grupo pela Europa”.
Quando se consideram conjuntamente as duas principais preferências o resultado é diferente. Os passeios pela Europa são relegados para segundo plano, surgindo os “encontros de 2-3 dias no mesmo sítio” em pé de igualdade com os “passeios de terra em terra”.

Quanto ao número anual de eventos que os sócios gostariam de ver organizados, a resposta é clara: 2 ou 3 eventos de fim-de-semana, mais 2 ou 3 realizações em fim-de-semana alargado e 1 ou duas actividades com a duração de uma semana. Forçoso é notar-se a incongruência entre estes números e o grau de participação revelado nos Encontros e na vida do Clube em geral.
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Raul Lopes
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« Responder #2 em: 09 Set 2006, 13:51 »

De onde são os sócios do CPA?

O CPA é um clube com expressão nacional, não obstante, metade dos seus membros reside na área metropolitana de Lisboa, especialmente na zona norte onde se concentra 1/3 dos sócios. A cidade de Lisboa apresenta a maior concentração geográfica de autocaravanistas, com 11% do total. O Interior do país é o menos representado entre os associados do CPA.

Região                                                          Percentagem


Cidade Lisboa                                                   11,1
AML-N (área metropolitana de Lisboa-Norte)   27,0
AML-S (área metropolitana de Lisboa-Sul)   13,5
Ribatejo-Oeste                                                   15,0
Centro Litoral                                                   10,6
Beira Interior                                                     1,2
AMP(área metropolitana do Porto)                   10,5
Minho                                                           3,3
Trás-os-Montes                                                  0,5
Alentejo                                                                     2,1
Algarve                                                                     3,9
Estrangeiro                                                     1,3
Total                                                                 100,0

Não há razão nenhuma para pensar que a distribuição geográfica dos sócios do CPA seja diferente da dos autocaravanistas em geral.
« Última modificação: 09 Set 2006, 13:53 por Raul Lopes » Registado
Raul Lopes
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« Responder #1 em: 07 Set 2006, 20:09 »

Aproxima-se a data de realização de mais um Encontro do CPA. Daí que comece por esta questão:
Que tipo de actividades mais apreciam os autocaravanistas nos eventos do CPA?

Em função das respostas obtidas no inquérito é possível identificar 4 grupos hierarquizados de actividades que são “apreciadas” ou “muito apreciadas” pelos autocaravanistas nos seus Encontros.
•   Há um grupo de actividades muito pouco apreciadas, isto é, que reúnem a preferência de menos de 25% dos autocaravanistas. Estão neste caso os concursos de pesca, a escalada, a canoagem e o skate-patinagem. Claro que fossem os filhos a responder ao inquérito os resultados teriam sido diferentes!
•   Há um segundo grupo de actividades pouco apreciadas, reunindo a preferência de 25% a no máximo 50% dos inquiridos. Integram este grupo os jogos tradicionais, a fotografia e os peddy-papers.
•   Como actividades apreciadas pela maioria, mas por menos de 70%, encontram-se os passeios de bicicleta e as “tertúlias com relato de viagens e/ou experiências na 1ª pessoa”.
•   Finalmente, o grupo das actividades muito apreciadas, pois recolhem a preferência de mais de 70% dos autocaravanistas: churrasco/sardinhada colectiva, passeio a pé por circuito urbano, passeio a pé em circuito de natureza, serão à volta da fogueira, serão musical animado por sócios.

Em conclusão, um Encontro ideal deve incluir uma boa comezaina colectiva, seguida de uma passeata a pé culminando com um “fogo de campo”.
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Raul Lopes
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« em: 07 Set 2006, 20:04 »

Quem são os autocaravanistas portugueses?

Esta uma questão que suscita natural curiosidade entre nós. Por isso estou a criar este tópico.
No final de 2005-inicio de 2006 foi proposto a todos os sócios do CPA que respondessem a um inquérito através do qual a Direcção procurava conhecer melhor quem são os seus associados e qual a sua opinião sobre vários aspectos relevantes para o movimento autocaravanista.
O que me proponho fazer neste tópico é ir respondendo a algumas perguntas que todos fazemos entre nós, usando como apoio para a resposta a informação apurada no inquérito antes referido e, noutros casos, o tratamento estatístico do ficheiro de sócios do CPA.
Estou certo de que desta forma todos podemos ir construindo um retrato de quem são os autocaravanistas portugueses.
A ideia também era a de que quem por aqui anda possa ir fazendo comentários às respostas que tentarei ir dando.
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