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Autor Tópico: DICAS para SE Alentejano / Sul de Espanha  (Lida 3687 vezes)
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Decarvalho
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« Responder #2 em: 06 Mai 2007, 16:05 »

carissimo Manel..

excelente viagem...só faltam fotos...faço votos que tenha tirado alguma informaçao do meu blog que tem mais do que uma referencia por esses lados pois foram mais do que 2/3 viagens pelas mesmas paragens...

quanto voltar...deve ir ate puerto de sta maria, ao Romerijo, experimente visitar as minas de rio tinto...se gosta de historia, as ruinas megaliticas da zona...os petiscos de Bollullos...O Rocio....e vale a pena voltar a Mertola, de dia, parar a AC no estacionamento ao pe da ponte...e subir ate ao castelo, à igreja, comprar frutos secos no mercado ou pão queijo e  azeitonas..e depois descer ao Rio, a pé...

boas voltas e reviravoltas...com o gasoleo a 0.935...
« Última modificação: 06 Mai 2007, 16:06 por Decarvalho » Registado
Manel
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: Out, 2006


« Responder #1 em: 06 Mai 2007, 14:23 »


Ninguém respondeu ao meu apelo  Cry - a excepção foi a do companheiro Decarvalho, - que me  encaminhou (e bem) para o seu Blog – Então aqui estou eu a responder a mim próprio!
Já fiz a minha passeata e quero deixar aqui o meu testemunho sobre o que pude observar. A expectativa é a de que a minha experiência possa aproveitar a quem queira aventurar-se por estas paragens!
Assim, aqui deixo algumas referências, do nosso “Diário de Bordo”:
 
1º Dia - Partida de Torres Novas, 21 de Abril, 2007. Objectivo: ir ficar ao Parque de Campismo Markádia, perto do Alvito.
Primeira paragem para Almoço: Barragem de Montargil. O unico sitio que vimos para estacionar foi depois da ponte, sentido Norte-Sul, um pequeno parque! Para o fim em vista é mais que suficiente. (Almoço a bordo e uma rápida vista de olhos pela albufeira da barragem.
Avançámos! Para trás ficou o Fluviário de Mora, que pelo que dizem companheiros nossos, vale a pena visitar. Sempre evitando “grandes Vias” e privilegiando o sossego das vias secundárias, avançamos por Pavia, Arraiolos, Alcáçovas, Torrão e…
BARRAGEM de ODIVELAS -  Fica a meio caminho entre o Torrão e  Ferreira   do Alentejo. O nosso destino já era o  Parque de Campismo, MARKÁDIA.
A primeira referência – Um Parque de Campismo – não é propriamente um local interessante para alguns companheiros, mas para quem goste do contacto com a Natureza, considero este local, uma referência obrigatória! Trata-se de um local lindíssimo. Este sim, um autêntico altar à Santa Natureza! Bem cuidado e com extenso espaço, com vista lindíssima para a Albufeira que a Barragem faz. Pássaros, comem à nossa mesa e cantam por cima de nós! Coelhos, lebres e até perdizes, deixam-se observar por quem se aventure a fazer ligeira e salutar  caminhada  ao longo da orla da lagoa!
Um local ideal para quem queira “matar” o stresse e não tenha pluridos de fazer descansar também a  nossa inseparável “movente” (No nosso caso dá pelo nome de “Jurema”).
Nota: Atenção que no Verão as coisas não devem ser bem assim, devido à pressão demográfica e à  temperatura que se deve fazer sentir!
Gostámos e desfrutamos!
2º Dia e 3º – Acordar ao som do canto dos pássaros. Fazer caminhadas ao longo da Albufeira. Observar os Coelhos, Lebres e Perdizes ali mesmo à nossa frente. Tomar um cafezinho lá mais à frente na esplanada dum restaurante panorâmico. Tirar umas fotos. Enfim não foi nada difícil passar ali 3 dias!
4º Dia - Reabastecidos e desanuviados, partimos para sul. Ferreira do Alentejo – à saída no sentido de Aljustrel, há uma fonte num lugar bonito, Aljustrel, Castro Verde e ..  o nosso propósito era pernoitar em…

MERTOLA -  Uma desilusão! Atravessámos a Ponte – local privilegiado para observação da vila bonita. Mais bonita, deve ser, a visão  nocturna, que não chegámos a desfrutar! A constatação de algum abandono e desleixo junto ao cais e sobretudo a água do Guadiana muito suja de cor amarelo-avermelhado depressa nos fez  “pôr rodas ao caminho”! Ainda tentámos a “abordagem” ao Castelo, mas uma placa proibitiva a  veículos, com largura superior a 2 metros, fez-nos desistir. Fica a ideia de uma (re)visita para outra oportunidade. Seguimos para:
ALCOUTIM – Outra desilusão! Não é que a vila não seja bonita e não mereça outra oportunidade, mas as águas assim!... Não era para admirar, se já a montante (Mértola) assim era!) Quanto a espaços… indicaram-nos como único, um de terra batida, meio escondido e mal iluminado… Avançamos!
Claro! É para isso que serve a nossa   inseparável “Jurema”!
À saída, uma boa surpresa, - uma ESTRADA, que desconhecíamos,  e que bordeja o Guadiana, indo, ao que penso até V.Real Santo António!
Uma beleza, a lembrar muito o Vale do Douro. Muito bonito, sossegado e com locais para, eventualmente, aproveitar para “atracar” . Não foi o nosso caso. O nosso destino era agora ficar em Foz de Odeleite! Acabámos por falhar a abordagem e continuar estrada fora  até mais abaixo:
CASTRO MARIM – Bom espaço para pernoitar! Junto ao Campo de Futebol! Espaço amplo e companhia de uma dezena de Ac´s, principalmente estrangeiras. Ficámos sossegadamente!
5º Dia - Manhã cedo “passámo-nos para o outro lado”! Rodeámos Ayamonte, (Não se metam lá por dentro que é um bocado apertado!) E depressa virámos à direita para:
ISLA CRISTINA – Devagarinho fomos andando… alguns parques de campismo, pinhal…. Não vimos nenhum espaço “jeitoso” para aportar, também não nos esforçámos muito e quase sem querer, estávamos em:
ISLA NTILLA -  Fomos andando e aparece-nos à direita  Calle Bueña – Praias… Virámos e a 200 metros, lá estava o que pretentíamos: Um amplo parque de estacionamento, sem quaisquer proibições, com 2 AC´S por companhia e a visão do mar e… a praia ali tão perto  - 20 metros!
Pernoitámos com agrado e percorremos o extenso “passeo Marítimo” Muito bonito e sossegado.
6º Dia – Avançámos, sempre junto à costa, por El Rompido, El Portil, Cartaya. Contornámos Huelva, voltámos “ao mar”, por Mazagon – havia espaço junto à praia e junto ao porto. Há também um Parque de Campismo. Pareceu-nos muito “abarracado” e continuámos por muito boa estrada sempre pelo meio de pinhais. Passámos ao lado do grande e bonito Parque de Campismo de Doñana  e fomos até ao fim, até…

MATALASCÃNAS -  Já conhecíamos, mas encontrámos algumas diferenças para melhor: Parques de Estacionamento organizados, centro de acolhimento e divulgação, percursos pedestres pela mata, delimitados e organizados, etc.
7º Dia  e 8º Dia – Uns Banhos de Sol, outros de mar (poucos porque estava bastante vento). Uns percursos pedestres pelo meio do pinhal (zona extensíssima de pinheiros mansos).  Uma visita ao Museu Marinho, no meio do Pinhal. Uma espreitadela ao Parque de Campismo, ali mesmo junto à praia (Já fomos ali muito felizes)! Agora pareceu-nos muito abandonado, ou talvez estivéssemos a vê-lo com “outros olhos”!
Umas saltadas (obrigatórias) aquela que é a “sala de visitas” do burgo. A praceta central - um sítio acolhedor com um palco para “sevilhanas” e outras “espanholadas”. À volta, esplanadas e montras de “friturias” de “variados”, as  gambas (muito caras), etc. Compra-se um “cartuxo” de papel com essas “goluseimas” e leva-se para a mesa da esplanada. Logo aparece o empregado para registar o pedido das “cervejolas” do “viño verano” e de outros que tais. Uma delícia! para quem, tem que percorrer apenas umas dezenas de metros até ao “hotel”!.
Nada, mesmo nada, difícil aguentar ali 3 dias!
Sempre que alguém fala em Matalascãnas, é forçoso lembrar o Grandioso Parque Natural de Doñana,! Uma Reserva Natural das maiores da Europa a não perder em excursões programadas (Única maneira de a visitar)
 Desta vez não fomos, mas já vimos doutras vezes e recomendamos vivamente. Fazem-se as inscrições e obtêm-se todas as informações ali mesmo junto aos parques de estacionamento, no Posto de Turismo.
9º Dia – Revigorados e curtidos, com alguma nostalgia iniciamos o regresso!
Apontámos para  Rocio – Capital do Cavalo. Faz lembrar a nossa (e minha vizinha) Golegã). Continuámos por Almonte, atravessámos em Bullullos de Condado, a Estrada e Auto-Estrada Huelva-Sevilha e continua-mos até…
VALVERDE DEL CAMIÑO – Uma boa surpresa, Ao anúncio de uma “Mercadona” parámos para umas compritas, mas deparámos com uma vasta superfície comercial, com  preços aliciantes!  Queijo e “Jamon de Jabugo”, foram os produtos mais visados. À saída outra surpresa: Algumas dezenas de AC ali estacionadas! Pensámos tratar-se de uma concentração, mas não nos pareceu… o local estava indicado como “Aparcamento de Auto caravanas”.
De lamentar, que o local estava mal cuidado, muito lotado e com autênticos “acampamentos” com todo o “mobiliário” na rua! Ainda estou para perceber o que é que estavam ali a fazer tantos Auto caravanistas. A verdade é que não perguntei…
Ficou a ideia de um local “amigo” a ter em conta para uma escala técnica”.
Avante que se faz tarde! Santa Ana la Real, Cumbres Mayores, Segura de Leon.  Estrada boa, percurso de beleza magnifica por entre azinhais em pleno território do “porco preto”.  Apontámos para “Cabeça de Vaca” não para a matar, apenas para a atravessar, o que até foi difícil! À saída desta aldeia um sinal de obras….desconfiámos (não o suficiente!) e perguntámos a um “nuestro hermano” que andava numa azáfama a apanhar caracóis... “Está proibido, mas não tem problema… um pouquito de estrada terra batido, mas sem problema… “GARANTIZADO”!, si passa mui bem… e tal e tal…!
Como a alternativa era voltar a atravessar a “Cabeça da Vaca”!  Muito estreita e onde tínhamos “obrigado” a recuar alguns “coches”… Além disso, seriam uns bons 40/50 Kilom. a mais.. decidimos experimentar, na perspectiva de que seria um pequeno desvio, talvez para obras duma ponte e pronto, logo se veria… Temeridade e irresponsabilidade! Foram mais de 15 Quilómetros, quase sempre em terra batida (pelo alargamento da estrada)! Passou-se! Mas enfim a nossa “Jurema” não gostou nada, encheu-se de pó e como vingança mandou uns pratos do armário abaixo… bem feito! Uma experiência a não repetir!
Chegados a Calera de Leon, -  o fim do Calvário – havia que localizar o Parque que pretendíamos. Com a ajuda, providencial de um “companheiro” espanhol lá fomos parar ao
PARQUE DE CAMPIOSMO DE FUENTE – Afinal fica mesmo ali juntinho ao Auto-Estrada Mérida-Sevilha.
Quem vai de Mérida, ou Badajoz, fica ali à direita logo a seguir a Monesterios.
Bom… para o que nós queríamos – “Despejar”, arrumar a garagem, dormir descansadamente … deu perfeitamente! Mas aquém das nossas expectativas.
Muito junto, e por isso, exposto à visão e ao ruído do Auto-Estrada. Pequeno e sem área de despejos “próprios para nós”.
10º Dia – Vamos embora! Passagem por Zafra (há ali uma Área de Serviço para AC´s),  Entrámos em Badajoz e contornámos pela direita (Norte) Apanhámos o Auto-Estrada) mas logo saímos pela saída para Campo Maior. Fomos ao lado contrário (da saída para Campo Maior) “encher” aproveitando o preço do gasoil (.93) e apontámos então para Campo Maior. Estrada estreita mas sem trânsito. Paragem técnica para tomar o “nosso” café Delta e comprar o jornal.
Deu para ver uma terra asseada, sossegada e com um Jardim espectacular e um ar acolhedor! Continuando… a próxima escala para almoço, foi junto à
BARRAGEM DO CAIA – Local muito interessante, Aliás temos que sublinhar que todo o Alentejo, particularmente nesta altura está lindíssimo. Tudo verde e florido. - Deu para ver (de longe) que há ali um Parque Campismo.
Regresso por Ponte de Sôr, Ulme, Chamusca, e… Torres Novas.
Em resumo: Balanço altamente positivo, muito repousante!
11 dias, 10 noites, 4 em Parques de Campismo e seis em Parques de Estacionamento. 1200 Quilómetros, cento e tal €uros  (não fiz bem a conta) de “gasosa” !
Fica registado!
Votos de Boa Viagem e….   desfruteeeeeeeeeeem!
Registado

Eugénio Reis
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: Out, 2006


« em: 12 Abr 2007, 12:40 »

Olá Companheiros!
De um "novato", que teve uma má experiência à Corsega (que relatarei em "Testemunhos de Viagem"),  para os mais veteranos nestas andanças, aqui vai um apelo:
Planeio para 8 dias uma incursão ao Sudeste Alentejano e que me leve até Matalascãnas (T. de la Higuera) em Espanha.
De cereza que há por aqui companheiros dispostos a darem-me umas dicas para locais a ver e... sobretudo locais para estacionar e pernoitar (O nosso grande problema, não é?
O meu obrigado... e já agora qual o e-mail para "Testemunhos de Viagem"?
Boas Viagens para todos!
Eugenio Reis
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Eugénio Reis
Torres Novas
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