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Autor Tópico: Autocaravanismo na Imprensa Regional do litoral  (Lida 9415 vezes)
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Raul Lopes
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« Responder #12 em: 18 Mar 2007, 23:55 »

A nossa carta ao dono do pasquim de Lagoa foi publicada.

(clique na foto para a ampliar)



* gazeta2.jpg (56.51 Kb, 592x701 - visto 325 vezes.)
« Última modificação: 19 Mar 2007, 00:58 por RaulLopes » Registado
Raul Lopes
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« Responder #11 em: 18 Mar 2007, 23:51 »

Exm.º Sr. director da Gazeta de Lagoa,

No passado dia 16 de Fevereiro de 2007 publicou o Jornal que V/ Exª dirige um texto da autoria de Pires Guerreiro com o título: “Campismo selvagem junto ao Rio Arade”.
O referido texto não só é prejudicial ao desenvolvimento turístico de Lagoa, como é profundamente insultuoso da imagem dos autocaravanistas. Porque assim é, vimos junto de V/ Exª respeitosamente reclamar a publicação da presente resposta.
Cordialmente,
Ruy Figueiredo
(Presidente do CPA)

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Campismo selvagem ou mentes perversas?

O CPA-Clube Português de Autocaravanas é uma entidade associativa com 17 anos que se tem dedicado à promoção do autocaravanismo em Portugal e à defesa dos direitos dos autocaravanistas. Por isso mesmo não pode deixar de publicamente lavrar o seu veemente protesto pelo arrazoado insultuoso da dignidade dos autocaravanistas que Pires Guerreiro publicou na Gazeta de Lagoa a 16 de Fevereiro.
Tal escriba veio à tribuna clamar para que as autoridades ponham fim ao "campismo selvagem junto ao Rio Arade" em Ferragudo. Na verborreia com que tenta envenenar a opinião dos leitores do referido Jornal não se relatam quaisquer actos de campismo, limita-se a destilar ódio aos autocaravanistas e aos seus cães. O crime maior que testemunhou foi ver um autocaravanista a abastecer-se de água... numa torneira pública (que pelos vistos pode servir a todos, menos aos autocaravanistas).
Porquê tudo isto? O autor não consegue esconder a motivação. Conclui ele que: Ferragudo tem um local adequado para os autocaravanistas o Parque de Campismo. Ou seja, os mesmos turistas que causam "má imagem à povoação", se forem para o camping deixam de ser porcos e passam a ser desejados em Lagoa.
Este sr. faz parte daquelas pessoas que ainda não perceberam que não é por se perseguirem os direitos legais dos autocaravanistas que eles vão para os parques de campismo. Quando os campings oferecem serviços de qualidade aos autocaravanistas, eles enchem-nos com as suas autocaravanas. Quem duvide percorra a Europa!
Este sr. parece não se dar conta que ao contrário de outros turistas que em Julho e Agosto ocupam os lugares de estacionamento para irem à praia mas nem um café consomem no local, os autocaravanistas fazem turismo todos os meses do ano e consomem cerca de 100€/dia nos locais por onde pernoitam.
Para quem não saiba, uma autocaravana é um veículo ligeiro homologado para nele viajar e pernoitar. Como tal, dispõe de toda a autonomia funcional (energia, frigorífico, esquentador, lava-loiça, cama e casa de banho). É uma casa em miniatura montada sobre rodas. Só mentes mal intencionadas podem confundir uma autocaravana com uma tenda. De acordo com o Código da Estrada, cimentado por pareceres da DGV e do Comando Geral da GNR (que facultaremos aos interessados), as autocaravanas têm o direito de circular e estacionar em igualdade de circunstâncias dos restantes veículos ligeiros. O facto de alguém estar a dormir no seu interior não altera nada. Não há nenhuma lei que proíba de se dormir dentro de um veículo, muito menos que diga que um carro passa a ser uma tenda se nele alguém estiver a dormir. Logo, se alguém está autorizado a estacionar o seu carro no local em questão, semelhante direito assiste aos autocaravanistas, goste ou não goste o sr. Pires Guerreiro.
Aparentemente a preocupação do autor do texto é “ajudar a desenvolver Ferragudo”. Mas o resultado não passa de uma tolice. Os autocaravanistas são turistas itinerantes (e não campistas selvagens!) e na Europa já se contam cerca de 2 milhões deles. Várias centenas de milhar atravessam anualmente os Pirinéus, não apenas no Verão mas ao longo de todo o ano. Estes turistas não pagam na origem 90% do custo das suas férias. Deixam o seu dinheiro pelos locais onde passam. Adquirem combustíveis, produtos alimentares e bebidas. Mas frequentam igualmente os bares e restaurantes locais, os museus e centros de cultura ou as lojas, especialmente as de artesanato. Finalmente, têm outra particularidade: revelam um elevado sentido de identidade e de solidariedade, o que faz dos autocaravanistas agentes privilegiados de promoção turística dos locais onde são bem acolhidos. Os milhares de fotos e mensagens trocadas nos fóruns internacionais de autocaravanistas que existem na Internet são bem a prova disso.
Claro que o meio de transporte de um autocaravanista é a sua autocaravana. É nela que vai à praia, mas também ao restaurante... Se não pode estacionar, não consome!
É por isso que o ódio verberado aos autocaravanistas por pessoas do nível do sr. Pires Guerreiro é, além do mais, um mau serviço ao desenvolvimento turístico de Lagoa e do Algarve.
Uma área de serviço para autocaravanas custa na ordem dos 3 mil euros e serve para colocar o local onde seja construída no mapa dos autocaravanistas europeus. E a marina que tanto preocupa o autor do texto, quanto custa? Ou será que dormir dentro de um iate já não aflige a sua mente?


« Última modificação: 18 Mar 2007, 23:52 por RaulLopes » Registado
Raul Lopes
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« Responder #10 em: 04 Mar 2007, 22:15 »



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Exm.º Sr. director do Jornal do Algarve,

O Jornal que V. Exª dirige publicou no passado dia 22 de Fevereiro um texto da autoria de Martins Coelho com o título “Caravanismo” (que em rigor deveria ter-se designado “Autocaravanismo”).

Não temos o prazer de conhecer o autor, daí que use este meio para lhe pedir o favor de transmitir ao Sr. Martins Coelho as nossas felicitações pessoais e institucionais (podendo se assim o entender tornar público este testemunho).

Pena é que seja necessário que o jornalismo português precise do testemunho de quem viveu no estrangeiro para perceber coisas tão simples como estas 4 que o autor revelou entender:

1. O autocaravanismo não é coisa de marginais, nem de campistas selvagens. É uma forma de turismo itinerante em franca expansão que já cativa milhões de pessoas na Europa e na América. Pessoas que amam a natureza e a liberdade de viajar sem horas de partida nem de chegada onde quer que seja. Como bem diz Martins Coelho, autocaravanismo é uma “atitude cultural”, uma maneira diferente de estar na vida.

2.  Da mesma maneira que fechar um camping não significa aumentar o número de clientes do hotel que lhe esteja mais próximo, também não são as proibições de estacionamento e a perseguição às autocaravanas que viabiliza os parques de campismo. Quando os campings oferecem serviços de qualidade aos autocaravanistas, eles enchem-nos com as suas autocaravanas. Quem duvide percorra a Europa!

3.   Em consequência, só por miopia política ou por pura ignorância se podem os autarcas permitir hostilizar os autocaravanistas. Eles são turistas como os outros, mas ao contrário dos turistas comuns fazem turismo todo o ano e não apenas no Verão, gastam no local onde permanecem (e não no país de origem) mais dinheiro do que a generalidade dos outros turistas e, sobretudo, são agentes de promoção turística dos locais que bem os recebe. Usando a Internet como meio de comunicação, os autocaravanistas formam hoje uma comunidade que se estende por várias dezenas de países. Nos fóruns que animam (só o do CPA teve quase 350 mil visitas em pouco mais de um ano) difundem abundantemente fotos, impressões pessoais e todo o tipo de informações sobre os locais amigos dos autocaravanistas. Quanto vale este marketing territorial?

4.  Claro que o meio de transporte de um autocaravanista é a sua autocaravana. É nela que vai à praia, mas também ao restaurante, ao museu... Se não puder estacionar, não consome!

Obrigado Martins Coelho pela sua mente desempoeirada.

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« Responder #9 em: 03 Mar 2007, 01:18 »

Acabei de enviar agora uma mensagem electrónica para o articolista, com cópia para o CPA.  Além de esclarecê-lo quanto à diferença entre caravanismo e autocaravanismo, também lhe enviei a Cartilha do AC e o projecto de áreas de serviço e pernoita.
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« Responder #8 em: 24 Fev 2007, 11:15 »

Companheiro Raul:

Hoje mesmo escrevi ao Senhor Martins Coelho pelo artigo publicado no Jornal do Algarve.

Saudações Autocaravanistas.

Ameneses

Exmo. Senhor Martins Coelho:
 
 
 
As minhas felicitações sinceras sobre o que escreveu sobre o Caravanismo Autocaravanismo no Jornal do Algarve.
 
Vem ao encontro da luta que o Clube Português de Autocaravanas, do qual sou sócio desde 1999, trava para que as autarquias reconheçam as mais valias que ao longo de todo o ano o Autocaravanismo trás ás localidades onde são recebidos.
 
 
Com os melhores cumprimentos e o meu Obrigado, subscrevo-me,
 
 
 
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Raul Lopes
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« Responder #7 em: 23 Fev 2007, 21:27 »

Companheiros,

Felizmente são cada vez mais as vezes em que o autocaravanismo é notícia pelas boas razões.
São também cada vez mais as pessoas de horizontes largos que vêm a público dizer o que pensam sobre o autocaravanismo.
O mesmo Jornal que já escreveu de nós o inimaginável (em 2002 e 2004) acaba de publicar um artigo que tem por título caravanismo, mas que de facto se refere a autocaravanismo.
Vale a pena ler (os sublinhados são da minha autoria) e Martins Coelho bem merece que enviemos para o Jornal do Algarve as nossas mensagens de felicitação:  jornaldoalgarve@hotmail.com


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Caravanismo
Martins Coelho

2007-02-22 - O Caravanismo está em expansão e de nada vale tentar chutar este fenómeno para fora dos concelhos ou das suas áreas residenciais. Todos os anos aparecem no mercado novos modelos, bem equipados e mais sofisticados. O aumento espectacular das vendas de autocaravanas, caravanas e autovivendas é um facto e ganha todos os anos mais adeptos. É um erro pensar que o caravanismo é só turismo de pobres e de reformados. Tendo vivido muitos anos fora do país conheci muitos caravanistas desafogados economicamente que preferem viajar deste modo, pausadamente, apreciando as paisagens, os monumentos, saboreando a aventura da descoberta e o convívio com caravanistas de outros países e culturas. Alguns eram mesmo pessoas amantes da natureza e de elevado nível cultural. Nos países como a Holanda, Inglaterra, Alemanha, França ou países nórdicos este novo modo de viajar faz parte da maneira de ser, é uma atitude cultural. Durante o Campeonato Mundial de Futebol realizado na Alemanha as cidades onde os jogos se efectuaram tinham bem assinalados os parques para as caravanas. Milhares de adeptos deslocaram-se assim para assistir aos jogos e, ao mesmo tempo, conhecer o país. O mesmo se passa em relação a outros grandes acontecimentos culturais e desportivos. Reprimir o caravanismo não é uma atitude sensata e não vai impedir o seu desenvolvimento. A melhor forma de o regularizar é enquadrar, criar parques e zonas bem assinaladas, pagas, com condições higiénicas e água potável. Os Regulamentos Municipais (RM) que existem sobre o caravanismo e campismo estão de-sactualizados, não servem, impõem mais restrições que soluções e empurram os carava-nistas para o acampamento selvagem e ad-hoc. Alguns RM misturam o caravanismo com circos e ciganos. É tempo de olhar com outros olhos para esta situação.

Obrigado Martins Coelho por partilhar connosco a sua sabedoria!

Obrigado também ao companheiro Carlos Leite que nos alertou para esta notícia.

Para ler a versão online: http://www.jornaldoalgarve.pt/artigos.asp?varNumero=6128


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Raul Lopes
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« Responder #6 em: 20 Fev 2007, 13:18 »

Deixo aqui alguns endereços electrónicos de possíveis destinatários das nossas mensagens de protesto pela forma como os autocaravanistas foram tratados na Gazeta da Lagoa.
A estas instituições pode perguntar-se se nos nossos passeios não somos bem-vindos ao concelho de Lagoa.


CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOA:
Gabinete de Apoio ao Presidente: gapresidente@cm-lagoa.pt
Vice-Presidente: rcorreia@cm-lagoa.pt
Vereador Jaime Botelho: jbotelho@cm-lagoa.pt
Vereador Joaquim Cabrita: joaquim.cabrita@cm-lagoa.pt

JUNTA DE FREGUESIA DE FERRAGUDO
E-mail: geral@f-ferragudo.pt


JUNTA DE FREGUESIA DO PARCHAL
E-mail: jfp.geral@mail.telepac.pt
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« Responder #5 em: 20 Fev 2007, 10:24 »

carissimos AC

A ignorância e a falta de educação muitas vezes são faces da mesma moeda....e não querendo julgar o jornalista (ou só escriba?) da Lagoa, tambem achei que devia, e podia meter a minha colherada, ou seja por o teclado do meu computador a expedir um mail para o tal Carlos Ferreira.

Aqui transcrevo esse mail...e quem ler a tal Folha de Lagoa, se tiver mais noticia de desenvolvimentos, que não deixe de o fazer aqui no forum.

Ora aqui vai a minha prosa, hoje enviada por mail:

Meu caro,

Escrevo-lhe do parque de campismo de alenquer www.dosdin.pt/agirdin, de que sou consultor, e sobre o tema das autocaravanas, objecto do seu recente artigo na Gazeta da Lagoa, que mão amiga me fez chegar às mãos.

Recentemente no parque de campismo de Alenquer, o Alenquer Camping & Bungalows *** foi criada uma zona de serviço e de apoio ás autocaravanas para despejos controlados de aguas cinzentas (dos chuveiros e da cozinha) e com um receptaculo apropriado para os wc quimicos (que funcionam com uma cassete). No mesmo local foram instaladas duas torneiras, uma para encher jerricans e outra, com mangueira, para encher os depositos das autocaravanas, e afinal servir tambem para limpezas do local apos utilizaçao e deixar tudo limpo. Pode ver fotografias do evento de inauguração da estrutura de Alenquer, que contou com o apoio do vereador de Turismo da CM de Alenquer,  em: http://wwww.cpa-autocaravanas.com/galeria/thumbnails.php?album=84

Tem acesso  a esta area de serviço, que é muito comum no estrangeiro e que começa a ser objecto de atenção em Portugal, em especial por algumas Camaras Municipais mais atentas, (ex a da Batalha inaugurou em Janeiro uma estrutura similar) não só os clientes do camping, mas também os "passantes" que por uma quantia módica podem reabastecer de Àguas (e até electricidade) e procedr ao saneamento das suas águas sujas, e seguirem viagem. De facto hà parques de campismo que têm negligenciado este tipo de clientes, e sendo assim afastam os autocaravanistas por falta de condições, e prejudicam as localidades onde estes poderiam deslocar-se para visitar e fazer a suas compras, e de que seriam mais tarde os melhores propangandistas no estrangeiro, ou no nosso país.

Sobre este tema das autocaravanas, que ainda esta em expansão em Portugal, pode recolher alguma informaçao util no blog http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com cujo contador, iniciado em Maio de 2006 conta já com mais de 13.000 visitas, o que constitui um record para este sector, e prova o interesse dos portugueses por esta forma superior de turismo itinerante. Neste site que o alenquer Camping patrocina, encontrará links, fotos e outras informações que decerto serão uteis para seu conhecimento para o caso de voltar a escrever sobre o tema do autocravanismo. Em qualquer caso, se tiver defciencia de informação nao hesite em contactar-me para uma troca de impressões que permita melhor elucidá-lo sobre estas realidades modernas de turismo itinerante, e de que muitos ainda ignoram as potencialidades
« Última modificação: 20 Fev 2007, 10:26 por Decarvalho » Registado
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« Responder #4 em: 19 Fev 2007, 23:15 »

Caros companheiros
eis o e-mai que enviei ao autor de tamanha mostrusidade
Você deve ser das pessoas mais ignorantes e com pretensões a jornalista de meia tigela. Como pode alguém que escreve uma crónica num jornal regional não ter o mínimo conhecimento do que escreve. Alem das barbaridades que escreve a sua ignorância é tamanha que não sabe que uma autocaravana tem uma W.C. se calhar mais completa da que você tem em casa, com água quente e fria…SIM duche…SIM algumas com banheira…SIM sanita….SIM lavatório….SIM espelhos suportes para os copos de lavar os dentes suporte de papel higiénico armários de WC e isto tudo só no WC. Deve cultivar-se um pouco mais sobre o que escreve e tomara que o turismo de Lagoa não sofra as consequências da sua ignorância afastando os autocaravanistas que são bem mais espertos que você e não vão deixar de visitar e passar a noite em Ferragudo pela escrita de alguém que se esconde de uma autocaravanista que se abastecia de água potável por uma má disposição. Já estou como o Alberto João, faltaram-lhe os t……?
Sem outro assunto
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Raul Lopes
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« Responder #3 em: 19 Fev 2007, 21:25 »

Companheiros,

Volta não volta, alguém se lembra de soltar os cães aos autocaravanistas.
Desta vez a batida teve lugar no Jornal Gazeta de Lagoa, na sua edição nº 858 publicada no passado dia 16 de Fevereiro de 2007.

O escriva de serviço (imaginem de quem) dá pelo nome de Pires Guerreiro (carlosp.guerreiro@sapo.pt) e veio à tribuna clamar para que as autoridades ponham fim ao "campismo selvagem junto ao rio arade" em Ferragudo.
Na verborreia com que tenta envenenar a opinião dos leitores do referido Jornal não se relatam quaisquer actos de campismo, limita-se a destilar ódio aos autocaravanistas e aos seus cães. O crime maior que testemunhou foi ver um autocaravanista a abastecer-se de água ... numa torneira pública.
Porquê tudo isto?
O autor não consegue esconder a motivação: Ferragudo tem um local adequado para os autocaravansitas ... o Parque de Campismo.
Concluí-se portanto que os mesmos turistas que causam "má imagem à povoação", se forem para o camping deixam de ser porcos e passam a ser desejados em Lagoa.


Este sr. faz parte daquelas pessoas que ainda não perceberam que não é por perseguirem os direitos legais dos autocaravanistas que eles vão para os parques de campismo. Quando os campings oferecem serviços de qualidade aos autocaravanistas, eles enchem-nos com as suas autocaravanas. Quem duvide percorra a Europa!

Este sr. ainda se não deu conta que ao contrário de outros turistas que em Julho e Agosto ocupam os lugares de estacionamento para irem à praia mas nem um café consomem no local, os autocaravanistas fazem turismo todos os meses do ano e consomem cerca de 100€/dia nos locais por onde pernoitam.



Este caso chegou ao nosso conhecimento pela mão amiga do companheiro Carlos Leite, que mesmo não sendo sócio do CPA nos alertou para o texto.
O CPA irá lavrar o seu protesto junto dos responsáveis pelo Jornal. Mas a Direcção do Clube não substitui a voz de todos os autocaravanistas que têm a obrigação de fazer sentir a sua indignação pela imagem que de si é transmitida no Jornal.

Façamos ouvir o nosso protesto ao autor do texto, ao Director do Gazeta da Lagoa, à Câmara Municipal de Lagoa, à Junta de Freguesia de Ferragudo, à Associação Comercial e aos responsáveis pelo Turismo local. Perguntemos-lhe se 20 estrangeiros amontoados num apartamento são turistas desejáveis e se 2 milhões de autocaravanistas europeus são turistas indesejáveis no concelho de Lagoa.

Vamos tentar obter os contactos de e-mail destas entidades, se alguém estiver em condições de colaborar ...


Para lerem o texto da Gazeta de Lagoa, façam duplo clique no anexo que está ao fundo desta mensagem.
 

* Gazeta de Lagoa.pdf (42.96 Kb - transferido 345 vezes.)
« Última modificação: 19 Fev 2007, 23:40 por RaulLopes » Registado
nunor
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« Responder #2 em: 11 Jan 2007, 14:25 »

Do companheiro Carlos Marques recebemos mais um recorte do Diário As Beiras, do dia 6 de Janeiro, ainda sobre a passagem de ano na Figueira da Foz.

Para uma coisa serviu toda esta confusão de notícias. Pôr o presidente da autarquia da Figueira a pensar.....

Nuno


* diario_as_beiras.jpg (61.34 Kb, 567x527 - visto 280 vezes.)
« Última modificação: 11 Jan 2007, 14:28 por NunoR » Registado
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« Responder #1 em: 06 Jan 2007, 02:07 »

Fim do Ano na Figueira!

Por acaso estive lá. Fiquei no parque ao lado do clube nautico (não naquele de ligeiros que aparece nas fotos). Passei uma noite agradável, sem disturbios, atropelos ou confusão.

Quanto às noticias dos jornais a titulo de graça e a propósito, acho que um promenor presente num deles pode indiciar o «desconforto» que os comerciantes sentiram «argumentando que as autocaravanas afastavam clientes da zona da festa de ano novo» - o coelhinho da Playboy presente num anuncio de empreiteiros no fim da página. Provavelmente deveriam querer o parque mais vago e escuro para «prenoitas» em automóvel.

Graças à parte confirmo o que um companheiro já por aqui disse - alguns autocaravanistas agem como no velho far-west formando circulos com as viaturas (como faziam os cowboys para se protegerem dos indios) improvisando autenticos «acampamentos» de banquete exterior sentado como se duma empresa de catering se tratasse.
Compreendo mas tambem me choca e acho que não havia necessidade porque a autocaravana permite muita coisa boa mesmo com os condicionalismos de um estacionamento ordenado e disciplinado.

De qualquer maneira acho que a conotação negativista de certos jornais iria imperar da mesma forma mesmo que tudo fosse feito de forma «regulamentar». Cultiva-se o dizer mal daquilo que não se conheçe.

Saudações
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Raul Lopes
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« em: 04 Jan 2007, 21:32 »

Como vem sendo hábito, realizou-se mais uma concentração espontânea de autocaravanas na Figueira da Foz durante a passagem de ano.

Pela mão dos companheiros António Agreira (sócio 968) e do Carlos Marques (sócio 990), chegaram-nos dois recortes do Diário de Coimbra do dia 2 de Janeiro.

O registo em que estão escritas as notícias é significativamente diferente. Numa o tom é neutro, noutra é claramente crítico. É no mínimo curioso: estamos a falar do mesmo Jornal, da edição do mesmo dia?!!!

Deixo os comentários por vossa conta.

Para lerem os "artigos" carreguem no anexo a esta mensagem.

* FFoz-AnoNovo2006-07.pdf (107.48 Kb - transferido 290 vezes.)
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