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Autor Tópico: Como somos vistos pelos outros....  (Lida 963 vezes)
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nunor
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« Responder #25 em: 13 Mar 2007, 15:19 »

Pelas fotografias diria que "o parque de roulotes" está muito bem organizado e sobretudo bem comportado....

http://almareios.blogspot.com/2007/03/o-parque-de-roulotes-de-castro-marim.html
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Decarvalho
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« Responder #24 em: 13 Out 2006, 19:48 »

boa noite

sugestao nº 1, que todos os intressados pela politica municipal de turismo estacioanamentos etc e lêm francês, que vejam o site abaixo transcrito. Nota : o GOGGLE , tem um software de tradução eficaz na janela do motor de busca, do lado direito

Accueil des Camping-Cars dans les communes Afin que les camping-cars soient bien accueillis dans les communes ... Pour recevoir votre autocollant "Respect!", envoyez nous vos coordonnées par mail,
...
http://www.accueil-camping-car.com 

2 sugestao, que o autocolante RSPECT ( adaptado da cartilha do AC) e portanto com uma redução dos mandamentos...seja editado pelo CPA e reproduzido nas costas (verso) do cartao de sócio....( é enviado gratuitamente a quem o pedir)

Este autocolante....poderia ser colocado nos vidro traseiro dos AC que violem as regras basicas de comportamento, higiene e civismo,,,não ofende e talvez seja mais eficaz que "bufar" ou passar por delator junto das autoridades, ou criar situações de enfrentamento e discussoes pessoais que muitas vezes a nada levam....ora o autocolante sempre fica, é lido e talvez sirva para "conerter" os mais distraidos.

Ou não?
« Última modificação: 13 Out 2006, 19:50 por Decarvalho » Registado
Raul Lopes
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« Responder #23 em: 27 Set 2006, 16:07 »

Companheiro J. Queirós,

transferi a sua mensagem (que aproveito para agradecer) para este tópico que me aprece mais adequado: http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,366.0.html
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Raul Lopes
Visitante
« Responder #22 em: 24 Set 2006, 22:19 »

Companheiro Decarvalho, muito obrigado pelo reparo. Já fiz a correcção que se impunha (e que para além do mais prejudicava a compreensão da frase).
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Decarvalho
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« Responder #21 em: 24 Set 2006, 21:08 »

 no post anterior..de raul lopes, provavel lapso...nao quando.... mas quem.... (na frase que termina em acusar)

Estou 100% de acordo com a inversao do ditado de sao tomás...faz como ele diz e faz como ele faz, cada um de nos tem de ser mais exigente consigo proprio de que com os outros...assim progrediremos..
« Última modificação: 24 Set 2006, 21:10 por Decarvalho » Registado
Raul Lopes
Visitante
« Responder #20 em: 24 Set 2006, 20:25 »


Es una verdadera lastima, porque creo que playas tan vírgenes, limpias, cuidadas y que además se pueda pernoctar con tanta facilidad(el 90% sacaba toldo y sillas), ya quedan muy pocas, y lógicamente con autocaravanistas tan "porcos", no creo que dure mucho el chollo.

Permito-me destacar esta passagem do post que o companheiro DeCarvalho aqui nos trouxe, porque ela mostra bem a importância dos nossos comportamentos. Quando me acusam de ser radical na exigência de comportamentos irrepreensíveis, aqui está a razão: somos nós que precisamos de mudar a nossa imagem perante os outros, a sociedade não está preocupada com a nossa imagem, chega mesmo a revelar-se condescendente quando tudo fazemos para que continuem a olhar para nós como porcos.

O testemunho do companheiro espanhol merece ser traduzido:
"É uma verdadeira lástima, poque creio que praias tão virgens, limpas e cuidadas, onde, além do mais, se pode pernoitar com tanta facilidade (como o mostra o facto de 90% abrir o toldo e tirar as cadeiras), já restam muito poucas. E, logicamente, com autocaravanistas tão "porcos" não creio que esta pechincha dure muito."

Mais claro seria difícil!
« Última modificação: 24 Set 2006, 22:17 por Raul Lopes » Registado
Decarvalho
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« Responder #19 em: 24 Set 2006, 18:51 »

(vLo que más me sorprendió, fue las facilidades para pernoctar en primera línea de playa, durante casi 3 semanas, hemos contemplado la puesta de sol en el mar y cada día con un paisaje diferente, además, no hemos tenido problemas para llenar y vaciar TODOS los días. Aunque luego esta la otra cara de la moneda, que son los muchos autocaravanistas sobre todo franceses y portugueses, que sin ningún tipo de miramiento y por no perder su sitio privilegiado, vaciaban sus aguas grises en el suelo, como si fuera la cosa mas normal del mundo, vi hacerlo tantas veces, que al final casi llegue a pensar que los raros éramos nosotros.

Es una verdadera lastima, porque creo que playas tan vírgenes, limpias, cuidadas y que además se pueda pernoctar con tanta facilidad(el 90% sacaba toldo y sillas), ya quedan muy pocas, y lógicamente con autocaravanistas tan "porcos", no creo que dure mucho el chollo.

La verdad es que lo que si hemos encontrado a faltar, son áreas para AC'S, pero como cambiábamos cada día de lugar, no representaba un problema para las baterías o para el vaciado/llenado. Los dos últimos días, los pasamos en la sierra de Monchique, situada en el interior del Algarve y en la cual esta la montaña mas alta de Portugal (unos 2000 mts.), desde allí hay una vista increíble, ya que puedes contemplar la silueta de la península Ibérica por la parte de Cabo San Vicente. Pues allí, junto a las Caldas de Monchique, pernoctamos en la única área para AC'S que hemos encontrado en todo el viaje, os dejo el enlace de su pagina, porque vale realmente la pena, por 12 Euros dispones de prácticamente todos los servicios que te da un camping, llenado y vaciado de aguas en la misma parcela, corriente eléctrica, mesa plegable, duchas y lavabos impecables y hasta piscina! Os dejo el enlace por si se tercia : http://www.valedacarrasqueira.com/pt_home.htm
isto e descrito por um espanhol em AC PASION)
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nunor
Visitante
« Responder #18 em: 22 Set 2006, 14:15 »

Caro companheiro José Queiroz

Seja muito bem vindo ao fórum e espero que brevemento o possa fazer também ao CPA.

Felizmente que os maus comportamentos, ou melhor, os comportamentos indevidos são minoritários. Mas há-de concordar que os não autocaravanistas ao presenciarem um destes comportamentos generalizam a todos os outros. Isso é facilmente comprovado pelas notícias que saiem nos jornais e pelos comentários que aqui já foram reproduzidos (ver por exemplo o primeiro post deste tópico).


Por exemplo se eu for num automóvel ligeiro e fizer um "pic-nic" num local usado para tal, não há problema nenhum, mas se a minha viatura for uma autocaravana então já estou acampado e portanto a "portar-me mal"?
 

É claro que não está a a "portar-se mal". O problema é quando se fazem os pic-nics na via pública, nos estacionamentos e noutros locais onde não se devem fazer.


Alguem critica um condutor por dormir uma boa soneca, de dia ou de noite, no seu automóvel ligeiro ou um camionista no seu"TIR"? Então não posso fazer o mesmo na minha autocaravana?
 

De noite (00-08H) numa extensão de 500 metros do litoral não o pode fazer, de acordo com os planos de ordenamento da orla costeira publicados em Decreto-lei. Um automóvel ligeiro e um TIR podem!!!!


Não estaremos a ser mais papistas que o papa?
Não devemos apenas ter o mesmo tipo de comportamento, direitos e deveres que os não autocaravanistas?


Infelizmente parece que sim. Isto deve-se à imagem negativa do autocaravanismo pela corrente associação (indevida nalguns casos, noutros não) ao campismo selvagem. Por isso e há falta de legislação própria que o CPA reclama e luta por isso, tentamos aqui sensibilizar os autocaravanistas para que tenham e assumam um comportamento irrepreensível.  Ao mesmo tempo tentamos formar e informar a opinião pública acerca do que é o autocaravanismo. O artigo publicado no jornal Público de domingo passado, é um claro exemplo disso.

Agora resta-me convidá-lo a juntar-se a nós no CPA e tentar modificar a corrente de opinião negativa que existe sobre o autocaravanismo.

Cumprimentos
NUno Ribeiro
« Última modificação: 22 Set 2006, 14:17 por NunoR » Registado
José Queirós
Visitante
« Responder #17 em: 22 Set 2006, 13:38 »

Boa tarde, caros companheiros

Sou novo neste forum e possuo uma autocaravana desde o verão de 2004.
Considero-me portanto um novato no autocaravanismo, contudo confesso que já vi um pouco de tudo relativamente ao comportamento de utilizadores de autocaravanas. Felizmente constacto que os "maus comportamentos" são claramente minoritários.
Tal como uma árvore não faz a floresta, julgo que não devemos ter colectivamente complexos dos maus exemplos dados por alguns. Aliás a falta de civismo não é caracteristica de nenhum grupo ou sector da sociedade (estrato social, cultural, religioso, partidário, raça,etnia, nacionalidade ou outro qualquer). Assim, infelizmente, entre os autocaravanistas também vão sempre existir alguns "artistas".
Concordo com a "Cartilha" mas pergunto:
- Os autocaravanistas devem ser objecto de maior rigor em termos comportamentais que os não caravanistas?
Por exemplo se eu for num automóvel ligeiro e fizer um "pic-nic" num local usado para tal, não há problema nenhum, mas se a minha viatura for uma autocaravana então já estou acampado e portanto a "portar-me mal"?
Alguem critica um condutor por dormir uma boa soneca, de dia ou de noite, no seu automóvel ligeiro ou um camionista no seu"TIR"? Então não posso fazer o mesmo na minha autocaravana?
Não estaremos a ser mais papistas que o papa?
Não devemos apenas ter o mesmo tipo de comportamento, direitos e deveres que os não autocaravanistas?

Um abraço companheiros

José Queirós


 
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Raul Lopes
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« Responder #16 em: 20 Set 2006, 12:23 »

Caro RCruz,

seja muito bem-vindo ao fórum.
Seja também bem-vindo ao "clube" dos que não se reveêm nem querem estar associados aos comportamentos de alguns donos de autocaravanas.
Estou convencido que quantos mais formos a denunciar os comportamentos que referiu mais autocaravanistas haverá também a tomar consciência do erro.
Outros haverá que já não têm emenda, paciência, deixemo-los isolados a saborear a sua vergonha.
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nunor
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« Responder #15 em: 20 Set 2006, 11:50 »

Olá Rui, seja bem-vindo ao fórum do CPA.

Obrigado pelo seu relato. Infelizmente ainda é bastante usual os comportamento que presenciou. Contudo cremos que será possível aos poucos irmos denunciando e marginalizando este tipo de procedimentos até que eles se tornem excepções à normalidade.
Permita-me que o convide a inscrever-se como sócio do CPA e assim aumentar o nosso "peso" associativo no sentido de combatermos estas e outras situações desagradáveis para o nosso movimento.
Um abraço
Nuno
 
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RCruz
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: Set, 2006


« Responder #14 em: 20 Set 2006, 11:34 »

Olá a todos os companheiros!

Em primeiro lugar gostaria de me apresentar dado ser a primeira vez que aqui posto.

Pratico campismo à cerca de vinte e cinco anos e caravanismo e autocaravanismo desde 1998. Fui alternando a caravana com a autocaravana. De momento possuo de novo uma autocaravana com que tive este ano oportunidade, durante o mês de Agosto de percorrer uma grande parte do nosso Pais e onde tive oportunidade de assistir a situações verdadeiramente inadmissiveis para lhes chamar apenas assim...

Desde a senhora que em vez de utilizar a sanita quimica durante a noite no estacionamento junto à marina de Lagos servindo-se antes de um balde que de manhã despeja na grelha das águas pluviais!!!
Dos senhores que pela calada da noite aproveitavam para despejar tanques e sanitas quimicas para o canavial junto ao ribeiro em Armação de Pêra no parque de estacionamento junto ao campo de futebol ao pé da praia!!!
Do senhor que estando eu estacionado em pernoita na "área de apoio a AC/AV e caravanas" de Porto Côvo estaciona a sua AC deixando um espaço de tal forma que quase não me permite abrir a porta lateral da minha AC!!!
Do senhor que ao chegar da praia com a sua AC decide todos os dias ligar um gerador daqueles das obras provocando um ruido e um cheiro a gazes de combustão que incomoda toda a gente!!!
E isto é apenas uma pequena amostra.

Conclusão.

Os principais inimigos do movimento autocaravanista estão no seio do próprio movimento. Não vale a pena andarmos a bater no ceguinho, ou seja, autoridades locais, associações de restauração e hotelaria enquanto não conseguirmos mudar a atitude e o comportamento dos que nos rodeiam. Agravado pelo facto de que mesmo que lhes chamemos à atenção de uma forma educada e pacifica sermos afrontados e ouvirmos dizer, como eu ouvi, e passo a citar "...Vêm estes novos ricos para aqui agora armados em moralistas só porque tiveram dinheiro para comprar uma AC aos trinta anos, quando eu já faço campismo ainda voçê anda de cueiros..."; "...Só pelo facto de ter uma AC isso permite-me andar por onde quero, ficar onde quero e acima de tudo, ter o direito de não ser chateado com parvoices porque despejo o tanque aqui ou despejo a sanita ali. Cada um desenrrasca-se. Quem está mal muda-se..."

É por estas e por outras que eu mudei-me.

Se é possivel ficar num parque de campismo que seja relativamente próximo da praia faço-o a exemplo do que fiz em Armação de Pêra. Se não é possivel afasto-me o mais possivel e procuro juntar-me a quem procura proceder da mesma forma que eu.

Por isso penso que a primeira batalha a vencer terá de ser connosco próprios e todos seremos poucos para mudar este estado de coisas.

Um abraço a todos os companheiros e óptimas viagens!!!

 
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Raul Lopes
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« Responder #13 em: 13 Set 2006, 15:19 »


Caros autocaravanistas todos nos cometemos erros e devemos tentar não os voltar cometer mas não criemos estas barreiras de não parar ao pé de quem esta de toldos abertos mesas fora pois por vezes é com os bons exemplos que esses autocaravanistas veem que deixam de os praticar.
Para mim não é crime nenhum estar de toldo aberto com uma mesa com bons petiscos e com um bom saco de lixo nas proximidades para ai deixarmos as latas de cola garrafas de cerveja e todo o tipo de lixo que fazemos e antes de sairmos deixar tudo bem limpo.
Todos ao autocaravanistas vão melhorando os seus comportamentos com a experiencia.
Um abraço
MSilva 

Caro MSilva,

Não há lei nenhuma que nos obrigue a cumprimentar os amigos. Não obstante nós fazêmo-lo. Porquê, porque o grupo social a que pertencemos interiorizou que essa era uma regra de boa educação, um requisito para vivermos em sociedade.
De forma semelhante, entre os autocaravanistas está geralmente aceite que uma coisa é estacionar, outra é acampar. Justamente as situações que refere são tipicas de autocaravanistas acampados.
E então, acampar é crime, perguntará? Não, se praticado no parque de campismo, direi eu.
Claro que cada um é livre de se comportar como bem entenda (eu não sou polícia!). Os exemplos ficam com quem os pratica. Simplesmente não me peçam que acompanhe com quem não sabe respeitar as regras básicas de convivência autocaravanista. E não acho que esteja a marginalizar ninguém, quem assim procede é que se está excluir do meu convívio, pois, por mim, sempre disse: antes só do que mal acompanhado!
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: Ago, 2006


Visitante Nº 1053


« Responder #12 em: 11 Set 2006, 23:50 »

Cada um de nos é visto como se comporta. Quando ando por este Portugal fora (e aqui sou considerado novato,mas ando por aí desde 1984) vejo pessoas que falam muito bem ; despejos so nos sitios certos, toldos e mesas fora das AC nunca...etc.. e quando podem vão pelas estradas a despejas as águas residuais, aproveitam uma estrada de terra batida para despejar a sanita na erva lateral...e quando podem mesas fora churrasco no chão...etc..etc.
Caros autocaravanistas todos nos cometemos erros e devemos tentar não os voltar cometer mas não criemos estas barreiras de não parar ao pé de quem esta de toldos abertos mesas fora pois por vezes é com os bons exemplos que esses autocaravanistas veem que deixam de os praticar.
Para mim não é crime nenhum estar de toldo aberto com uma mesa com bons petiscos e com um bom saco de lixo nas proximidades para ai deixarmos as latas de cola garrafas de cerveja e todo o tipo de lixo que fazemos e antes de sairmos deixar tudo bem limpo.
Todos ao autocaravanistas vão melhorando os seus comportamentos com a experiencia.
Um abraço
MSilva 
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Mário Silva
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nunor
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« Responder #11 em: 28 Ago 2006, 15:53 »

Companheiros, evitem estacionar a vossa autocaravana em locais onde outros não respeitem as regras da Cartilha do Autocaravanista, ou junto de quem pela sua prática crie junto da população a ideia de que o autocaravanismo está associado a campismo selvagem.


Ora aqui está uma excelente proposta. De facto, o grande problema que nos debatemos é a crescente associação das autocaravanas ao campismo selvagem.

Sobre a Figueria da Foz em particular e uma vez que lá estive uma semana acampado no parque da Orbitur na Gala, pude comprovar que realmente há autocaravanistas que gostam de estar no meio da porcaria.....
Posso dizer que vi de tudo no parque das Gaivotas. Autocaravanas literalmente acampadas, com toldos e mesas no exterior, lado a lado com  tendas e caravanas como se tivessem num parque de campismo. É claro que no meio disto, era possível ver que os despejos eram feitos no local. Como é possível estar de férias no meio daquela imundíce!!! Que qualidade de descanso se pode ter?
Depois não nos podemos admirar que sejamos associados a estes comportamentos marginais, por mais comunicados e acções que façamos....

Aqui vão mais dois exemplos de como nos vêm:

http://amicusficaria.blogspot.com/2006/08/parque-de-estacionamento-campismo.html

http://abeiramar.blogspot.com/2006/08/barracada.html

Um abraço
Nuno

 


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Raul Lopes
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« Responder #10 em: 25 Ago 2006, 18:03 »

Desta vez é na Figueira da Foz.

A imprensa regional fez eco da intensão da Câmara acabar com o campismo no Parque das Gaivotas, local onde costumam estacionar muitas autocaravanas.

O problema é que segundo a imprensa, no local também se encontram dezenas de tendas: http://www.asbeiras.pt/?area=destaque&numero=33252&ed=17082006&lercom=1

Meus amigos, o velho ditado popular lembra-nos: "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".

Onde quero chegar é aqui: quando nos deixamos misturar com situações de prática de campismo selvagem, em tenda ou em autocaravana, a legítima defesa dos direitos dos autocaravanistas fica irremediavelmente ferida.

Daí o meu apelo:

Companheiros, evitem estacionar a vossa autocaravana em locais onde outros não respeitem as regras da Cartilha do Autocaravanista, ou junto de quem pela sua prática crie junto da população a ideia de que o autocaravanismo está associado a campismo selvagem.

Enquanto não formos capazes de garantir isto, não podemos queixar-nos quando nos querem acantonar nos parques de campismo.
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rduarte
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« Responder #9 em: 24 Ago 2006, 10:10 »

Bom Dia

E triste ver-se relatos destes sobre o nosso país, e se calhar os estrangeiros também acham que falta AS em Portugal


http://www.acpasion.net/foro/viewtopic.php?t=6198

Boa viagem
« Última modificação: 24 Ago 2006, 10:10 por RDuarte » Registado
Raul Lopes
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« Responder #8 em: 13 Jul 2006, 19:24 »

Lembro que esta moção da Nazaré foi aprovada por unanimidade na AM, o que dá que pensar.
Não basta dizer que são ignorantes, que não sabem o que é o autocaravanismo, etc. Para este discurso ser aprovado sem reservas, é porque por lá andaram alguns donos de autocaravanas que não honraram a nossa imagem. Não vejo outra explicação, isto não é só má vontade!
« Última modificação: 24 Ago 2006, 11:29 por Raul Lopes » Registado
nunor
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« Responder #7 em: 13 Jul 2006, 18:00 »

Eu diria mais, somos vistos como Palavra censurada e desordeiros......
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tapada
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« Responder #6 em: 13 Jul 2006, 17:49 »

Para além dos mais, além de vergonhosos, somos comparados a vendedores ambulantes, e possivelmente é nossa a culpa dos assaltos, roubos e outras alterações de ordem pública.
Registado
rduarte
Visitante
« Responder #5 em: 13 Jul 2006, 00:18 »

Boa noite

Olá companheiro NunoR, quanto a Nazaré, só seremos bem recebidos quando aparecer-mos com placares nas nossas Autocaravanas a dizer aluga-se T1 Grin Grin Grin, pois deve ser a unica coiza que se ve por lá.
Já agora será que existe alguma associação de Hoteleiros, na Nazaré, ou sera a associação de moradores que rege o turismo por lá.

Boa Viagem
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nunor
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« Responder #4 em: 12 Jul 2006, 13:15 »

Aqui vai um trecho de uma acta de uma Assembleia Municipal da Nazaré realizada em Setembro de 2003:

"Mas o facto, é que definitivamente são necessários mais efectivos ao longo do ano, pois há necessidade premente de fazer cumprir os Regulamentos que a Assembleia Municipal da Nazaré aprova, no que se refere ao trânsito, nomeadamente estacionamento de autocaravanas que nos envergonha, vendedores ambulantes e todas as outras consequências. Lembrando que somos visitados por milhares de pessoas no final de semana e no período estival a população aumenta para mais de 7 vezes, face à residente. Esperamos que não seja permitido, fazermos parte da estatística de assaltos, roubos e outras alterações de ordem pública, para serem tomadas medidas."

A acta pode ser lida em http://www.cm-nazare.pt/ass_pdf/Acta2003.09.26.pdf
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Raul Lopes
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« Responder #3 em: 16 Jun 2006, 23:33 »

Na Rotas& Destinos de Agosto de 2003, o autocaravanismo e o CPA foram notícia.
http://rotas.xl.pt/0803/viagem.shtml

Citar
Viajar com a casa às costas
Ao volante de uma autocaravana, parte do divertimento está em poder reinventar o roteiro a cada momento

Agosto de 2003

 Texto de Simone Rocha
Ilustração de Joana Pinto e Castro 
   
  Quem recentemente viu no cinema As Confissões de Schmidt, no qual Jack Nicholson veste a pele de um viúvo reformado, decerto se recorda da sua viagem pela América profunda em autocaravana. Schmidt visitou a sua cidade natal, locais que até então não tivera oportunidade de conhecer, e até fez amigos na estrada. É este espírito de desprendimento, aliado à comodidade e às vantagens económicas, que levam cada vez mais pessoas a aderir a este conceito de férias. Depois, estes “T zeros” móveis são muitas vezes o único meio de acesso a locais onde os hotéis (felizmente) ainda não chegaram.
Tudo sobre rodas
Autocaravana ou roulotte, eis a questão. Alugar uma autocaravana é mais caro, mas em contrapartida é mais confortável, pode transportar pessoas dentro do habitáculo e a esta viatura aplicam-se as regras dos automóveis: a carta de condução, os limites de velocidade e os locais onde pode estacionar são os mesmos. Note, porém, que em relação a este último aspecto, os municípios podem aplicar disposições específicas.

Em Portugal, aluga-se uma autocaravana, com lugar para seis pessoas, por 150 euros por dia. Regra geral estão equipadas com toldo, rádio, extintor, mangueira de reabastecimento de água, bilhas de gás, televisão, frigorífico com congelador, tomada de 220 v, e têm comodidades como WC completo com duche separado, aquecimento central e distribuição de ar quente. O preço inclui ainda seguro contra todos os riscos e de assistência em viagem. Se a isto somar os extras disponíveis como vídeo, cadeira de bebé, porta-bicicletas, trem de cozinha e lençóis, fica com uma versão liliputiana de uma casa.
Em seguida há que definir o destino, e aqui há vários países europeus que oferecem conceitos originais. Na Inglaterra, por exemplo, além dos parques exclusivos para autocaravanas, há dezenas deles que apenas admitem adultos. Em algumas zonas rurais, em França, há quintas que recebem caravanistas, muitas delas a preço zero, porque em contrapartida os turistas compram produtos agrícolas. Viajar para as ilhas europeias ou até para África também é uma hipótese a ter em conta: a EuroMer (www.euro mer.net), por exemplo, faz o transporte de viaturas em ferries de Algeciras (Espanha) para Tânger num par de horas, a preços acessíveis.

Seja um bom caravanista!

• Não suje as zonas de estacionamento, deixando-as sempre em melhor estado do que as encontrou, nem abra depósitos na via pública.

• Para reduzir a poluição evite aquecer ou arrefecer o habitáculo em excesso, não sobrecarregue a viatura transportando produtos que podem ser comprados localmente, e utilize boas técnicas de condução de forma a gastar menos combustível.

• Cumpra as regras de civismo, como colaborar com as autoridades, ser cordial e correcto em viagem e dentro dos parques de campismo.

• Se utilizar a Banda do Cidadão (aparelho de radiocomunicação amador), faça-o na frequência 27 e de forma adequada, para prestar informações de interesse aos companheiros de estrada.

• Para mais informações: Clube Português de Autocaravanas (Tel.218864319) e Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (http:// www.ficc.be)

Em terras lusas é proibida a prática do caravanismo fora dos parques de campismo, exceptuando os acampamentos ocasionais em locais autorizados pelas câmaras municipais e por tempo determinado. Quanto ao número de parques de campismo com capacidade para receber estas viaturas, há duas versões: para a Direcção-Geral do Turismo, 160 dos 200 parques podem fazê-lo, um universo que para o Clube Português de Autocaravanas desce para os 34. Este organismo considera como condições mínimas a existência de zonas de despejo sanitárias e pontos de água para carregar os tanques dos carros. Também só há duas áreas de serviço no País onde se pode fazer a devida manutenção destas viaturas: uma localizada em Vendas Novas e outra em Freixo de Nomão (junto às gravuras de Foz Côa).

Programar a viagem
Primeiro escolha o itinerário, mas sem ser demasiado rígido. Afinal, a piada está em ceder aos seus impulsos! O orçamento deve incluir despesas com combustível, gás, alimentação e os extras (visitas e actividades). Elabore ainda uma lista do vestuário, objectos de higiene pessoal, e confirme se leva a máquina fotográfica.

Se viajar para o estrangeiro, informe-se sobre as estações de serviços para autocaravanas (em www.eurocampingcar.com), o número de emergência (na U. E. é o 112), e leve um dicionário de bolso e divisas estrangeiras (não se esqueça de que Suécia, Dinamarca e Reino Unido não aderiram ao euro). Muito importante é cumprir as regras de prevenção rodoviária. Utilize sempre o cinto de segurança em todos os lugares, respeite os limites de velocidade e a taxa de alcoolemia permitida por lei (regra geral é de 0,5 gramas por litro na UE). E lembre-se: a condução faz-se à esquerda no Reino Unido e na Irlanda.
Registado
Raul Lopes
Visitante
« Responder #2 em: 16 Jun 2006, 22:38 »

Deixo aqui o testemunho de um outro olhar sobre os autocaravanistas, desta vez relatado pelo Correio da Manhã no dia 23 de Janeiro de 2005.

Citar

 O caso do francês que anda com o piano às costas: Três anos a tocar na rua
 
Quem ontem passeava por Lisboa, ali entre a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, pôde deparar-se com um espectáculo insólito. Um homem, sentado a um piano vermelho vivo, tocava – quase ininterruptamente – temas de Chopin, de Beethoven, de Liszt, tendo por cenário o azul do Tejo.

 Quem passava, parava, ficava a ouvir, sorria, e quase sempre deixava umas moedas, em sinal de apreço pela dedicação de tão esforçado artista. Ou, então, lia os artigos publicados pela Imprensa estrangeira, expostos numa bancada improvisada, e que dão conta do ‘caso Jerôme Medeville’ – um francês de 30 anos (fará 31 no sábado) que, cansado de uma vida convencional, se fez à estrada para viver como artista ambulante. Há três anos.

FARTO DA ROTINA

A ideia nem sequer é original. Depois de sete anos na Força Aérea, Medeville foi publicitário, trabalhou como informático, investiu na Bolsa de Valores e foi professor de piano. Um dia, conheceu Marc Vela, um homem que vive da música há 20 anos e sempre na estrada. Jerôme Medeville foi perguntar-lhe como.

“Ele avisou-me de todas as dificuldades que eu iria encontrar: da necessidade de fazer um seguro para o piano, de arranjar autorizações para tocar na rua... Depois, aconselhou-me a não pensar muito e a ir em frente. Foi o que eu fiz”, contou ao CM, com um enorme sorriso de satisfação nos lábios.

Arrependido? Nem pouco mais ou menos. Claro que andar com a casa às costas é cansativo. Medeville vive numa autocaravana, com um atrelado para o piano, e assim percorreu Espanha e Marrocos antes de chegar a Portugal. Mas, pelo menos para já, não trocava a sua vida por nada deste Mundo.

OBJECTIVO: ÍNDIA

“É difícil não ter uma casa e as minhas coisas”, confessa, “mas de todos os empregos que tive na vida, este é, sem dúvida, o melhor”, garante.

“Conhece-se muita gente simpática, pessoas que pedem para tocar comigo ou que querem cantar... Ontem à noite, por exemplo, esteve aqui na rua um afinador de pianos que me afinou o piano de graça! Pode pedir-se mais do que isto?”, questiona.

Como o futuro a Deus pertence, Jerôme Medeville diz que é capaz de se aguentar na estrada por mais alguns anos. Um dos seus sonhos é fazer uma viagem à Índia com o seu piano. Mas é um projecto complicado, que implica muito dinheiro, coisa que não abunda na sua vida.

“Num dia razoável, ganho 40 euros. Num dia excelente posso chegar aos 150 ou mesmo aos 180”.

AUTORIZAÇÕES

Jerôme Medeville, que de entre todos os compositores, prefere Chopin, diz que um dos sítios que gosta mais de tocar – por ser mais rentável – é nas ruas sem trânsito, como a nossa Rua Augusta. Mas para isso precisa de autorização. “Espero que este artigo me abra essa porta junto da Câmara...”, conclui.
Ana Maria Ribeiro
 
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Raul Lopes
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« Responder #1 em: 13 Jun 2006, 00:08 »

Nuno,

Obrigado pelo material de reflexão que nos ofereceste.

As autoridades oficiais não são o nosso pior inimigo. Pior ainda é o mal que nos fazem os autocaravanistas mal comportados. São estes que nos criam má imagem e, em consequência, legitimam muitas das atitudes das autoridades oficiais.

Temos que combater quer as autoridades que abusam do poder, quer os maus comportamentos dos autocaravanistas.

Para promover o autocaravanismo temos que criar outra imagem dos autocaravanistas e saber projectá-la para o grande público, combatendo também a ignorância em que se alimenta a má vontade contra nós!
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