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Autor Tópico: Como avalia o comportamento dos autocaravanistas portugueses?  (Lida 755 vezes)
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msilva
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Visitante Nº 1053


« Responder #16 em: 13 Jan 2007, 00:52 »

Caros Companheiros:
Também acho que não nos cabe policiar o comportamento dos restantes autocaravanistas pois até deixamos de observar o que nos rodeia para nos preocuparmos pelo comportamento dos outros. Quando leio que não devemos ter janelas abertas, cadeiras fora, quando estacionados, e me lembro das sestas que fiz este verão de janela aberta e as vezes fora da auto numa cadeira, observava a paisagem vigiava o meu filho na praia e assim passei uns dias bem agradáveis e descansados com a minha mulher e amigos também autocaravanistas, e o meu comportamento é considerado incorrecto!!! Huh É claro que o mesmo comportamento no centro duma cidade, num parque de estacionamento seria altamente censurável, e cada um de nos de certo se sentira se não à 1º à 2ª mal com certas atitudes. Quando em meados de Julho estive em Peniche e no Baleal e logo à chegada foi abordado pela GNR para que não permanecesse no parque entre as 0.00 e as 8.00 fiquei chocado mas quando vim da praia e observei comportamentos de deixar bocas abertas comecei a perceber atitude das autoridades marítimas. A prática do autocaravanismo requere regra de boa educação, civismo e não atitudes de policiamento e denúncia.
Com a criação de áreas de serviço e pernoita para as ACs as atitudes que considero deveras desprezíveis, que são o despejos de águas sujas e de sanitas a céu aberto, devem ser mais raras e os comportamentos cívicos decerto também vão melhorar.
  Um abraço
MSilva
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Mário Silva
Loures
Manuel Costa
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: Dez, 2006

Sócio Nº 300


« Responder #15 em: 12 Jan 2007, 22:52 »

Boa noite companheiros em particular o Luis de Carvalho. Li com atenção a sua apreciação ao meu escrito e continuo a pensar que deviamos fazer um bocadinho mais, para "educar" quem quer ser educado.
Acabo de ler noutro local do forum, que outros companheiros também sentem na pele, o amargo de ser autocaravanista por onde passaram. Concretamente o que se está a passar em Porto Covo é também de lamentar e vejo a preocupação de alguns a tentar arranjar soluções que se não for em grupo, temo pelo seu sucesso. Assim continuo a pensar que todos os sócios do CPA deveriam ter um autocolante identificador para pelo menos, ficarmos a saber se algum de nós precisa de ajuda e aí sim a cartilha teria de funcionar sem correr o risco de ouvirmos a tal resposta que não queremos ouvir.
Um grande abraço e boas descobertas. Eu por meu lado amanhã lá vou fazer Montanhismo para a serra do Gerês que é fabulosa!...Se não for antes até à assembleia
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Manuel Costa
Gondomar
Decarvalho
Visitante
« Responder #14 em: 11 Jan 2007, 10:43 »

meu caro Manuel Costa e demais companheiros


è sempre dificil sermos justiceiros e policias dos conportamentos dos outros...pelas reacções acaloradas que quase sempre isso provoca e ate reacções negativas a medio e longo prazo de rejeição de ideias a partir do grito de guerra inicial isso é que era bom! ora vejam lá este a dar palpites! o que corta de imediato qualquer hipotese de dialogo

sugiro outra abordagem...uns autocolantes com um resumo das regras de oiro do autocaravanista...e coloca-los nos para brisas das AC de portas fechadfas, e tambem em dar em mao  a quem esteja numa Ac a fazer e ter comportamentos indesejaveis...com uma frase do genero...eu tambem tenho uma autocaravana...veja la se sito lhe interessa...e o tal autocolante diria...Sou autocaravanista e por isso....seguia-se o extracto da cartilha..

Muitas vezes o melhor metodo pedagogico, não é o ensino do magister dixit, mas o coaching, ou seja ensinar a aprender a aprender...num esforço autodidacta...


Nao acham que assim se chega a mais gente?
« Última modificação: 13 Jan 2007, 00:13 por Decarvalho » Registado
Manuel Costa
Sócio do CPA
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: Dez, 2006

Sócio Nº 300


« Responder #13 em: 10 Jan 2007, 01:17 »

Boa noite.
Neste paragrafo eu gostaria de exprimir o meu sentimento e saber se encontra eco nos demais companheiros. Numa atitude pedagógica que penso que o CPA "deveria" ter perante os seus associados, eu acho que todos nós, como sócios do CPA e vitimas do comportamento de alguns caravanistas deveriamos de ter uma atitude menos passiva e poder denunciar ao clube quem são quem são esses caravanistas e se forem sócios do CPA serem,pelo club, chamados a atenção e ajudá-los no seu comportamento, caso se repetissem as atitudes de comportamento menos correto, teriam de ser muitas coisas menos sócios do CPA.
Como disse atrás gostaria de saber se mais alguém pensa como eu ou se estou só neste pensamento. Se estou a ser indelicado com alguém, peço desculpa.
Costa
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Manuel Costa
Gondomar
Raul Lopes
Visitante
« Responder #12 em: 22 Mai 2006, 20:37 »

A propósito do tema em escrutínio nesta sondagem (já votou?) deixo aqui uma ilustração de alguns comportamentos que por aí se vão vendo.

A foto foi retirada este fim-de-semana num espaço usado como estacionamento junto à praia.
Pergunto, isto é estar estacionado ou é fazer campismo selvagem?

Responda quem souber!
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cpa
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« Responder #11 em: 02 Fev 2006, 20:25 »



Então, não há por aí quem se decida a votar nesta sondagem?
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TOPDRIVER
Visitante
« Responder #10 em: 08 Jan 2006, 23:10 »

Boa noite,

TimeOut, não me sentindo visado, com a foto que mostra e que infelizmente "cenas" destas são o pão nosso de cada dia, é preciso não esquecer que de certa forma o Autocaravanismo, nalguns dos casos, é a evolução lógica para quem vem do caravanismo e não sendo de forma nenhuma um "pecado", há hábitos que levam um bocado a perder. O principal dos quais é aquela nossa tendência para fazermos da nossa caravana no parque de campismo o nosso "castelo", apinocando com tapetes de linóleo umas quantas grades no jardim defronte, flores de plástico e o tradicional, mas não menos importante, saco de plástico cheio de água por causa das moscas...!!!
Uma vez fui ao parque de campismo de S. Martinho de Porto, e quando dei uma volta, acho que vi o espectáculo mais surrealista que se possa imaginar. Eram autênticas mansões apalaçadas (ou apalhaçadas?) que chegava ao ponto de o tal "jardim defronte" estar mais cuidado do que as próprias caravanas, que eram uns autênticos destroços!
Há hábitos e costumes que se adquirem nos parques de campismo, nem sempre por culpa dos utilizadores mas sim dos organismos que gerem essses parques, e que a única diferença, é que aqueles que se iniciam no autocaravanismo, acham que agora o "parque" é maior e é no sitio que eles bem entenderem.
Chamo a atenção que nada me move em relação ao caravanistas que evoluem para autocaravanistas mas como tudo na vida nem sempre é fácil, PARA ALGUNS, acompanhar essa mesma evolução em termos de qualidade de vida e modo de estar.
Por outro lado, também penso que pelo o facto da modalidade (autocaravanismo) ainda estar a dar os primeiros passos em Portugal, as mentalidades levam tempo a formar.

T.P.
Registado
nada
Visitante
« Responder #9 em: 08 Jan 2006, 17:54 »

Apagado por solicitação do autor
« Última modificação: 21 Mar 2006, 13:25 por NunoR » Registado
TOPDRIVER
Visitante
« Responder #8 em: 08 Jan 2006, 17:36 »

Boa tarde,
Maior parte de nós que já viajámos para o estrangeiro, o que vemos lá fora serve-nos de referência, para podermos criticar o que se vê cá dentro. Mas será que nós, se tivéssemos as mesmas condições cá em Portugal isso não acabaria por mudar os nossos hábitos?
O mais engraçado é que através das nossas conversas, acabamos por saber por exemplo; que na Áustria ao estacionar na via pública não é permitido montar  estendal cá fora, na Holanda não é permitido pernoitar nas grandes cidades fora dos parques de campismo!
Reparem no caso de França, todos nós antes de irmos de férias compramos aqueles famosos guias de áreas de serviço, para sabermos onde ficam, se se pode dormir, se são gratuitos ou não, se ficam perto do nosso trajecto? No fim de contas só é porco e selvagem quem quer ser!!(ou passar por isso!!)
Não querendo justificar o injustificável, será que nós ao termos as mesmas condições de salubridade, não seria uma forma de criarmos hábitos, e passarmos pela vergonha de fazer um despejo selvagem, havendo nas proximidades uma área de serviço.
Como infelizmente uma área de serviço não dá votos, e em Portugal só se faz alguma coisa com contrapartidas resta-nos o estrangeiro para nos considerarem como AC,s modelos, que só fazem despejos nas zonas adequadas.
Acho que a aposta não será mais na educação, mas sim na implementação de áreas. No fim de contas quantos de nós hoje procuramos uma casa de banho pública e não fazemos na primeira esquina que nos aparece á frente.

T.P. 
Registado
Decas
Visitante
« Responder #7 em: 06 Jan 2006, 21:42 »

 Roll Eyes

Olá a todos em relação a este problema eu penso que não somos nem melhores nem piores do que os demais ( como dizem os alentejanos).

Quem tem principios revela-os em qualquer situação seja à mesa, no cinema, na estrada, na praia etc, quem não os tem não tem. Não é por ter havido revoluções ou outras contradições. É simplesmente respeitar-se a lei, o próximo, o ambiente, os animais, os locais. PRINCIPIOS que são aplicados em qualquer situação ou momento das nossas vidas.

E os principios que regulamento o ser humano e os outros não tem fronteiras nem culturas alguns são universais.

Conheço muiyos ingleses, holandeses e espanhóis uns com principios e outros nem por isso é igual em todo o lado. E talvez porque sou professora tenho tendencia de educar ou ajudar quem precisa que lhe sejam ensinados alguns principios básicos. Como autocaravanista também o poderei fazer claro.

O que acho é que os portugueses, talvez porque estivemos tanto tempo ( 50 anos ) fechados são também muito fechados no aspecto de convivio ou solidariedade, quando se encontram em qualquer lugar. Os estrangeiros são mais abertos, mais dados à conversa à troca de conhecimentos.

Nós temos um pouco os olhos postos no burro e outro no cigano, timidez, vergonha , desconfiança, não sei bem definir. Mas já estamos abertos vai para 30 anos seria altura de mudar.

Talvez que este forum contribua para pelo menos quando uma AC estaciona ao nosso lado dar para dizer um simples OLÁ ou BOM DIA e não olhar de soslaio e pensar que é alguém que nos vem tirar a privacidade ou o lugar.

Pelo menos este principio o direito a ser cumprimentado e a receber um olá e não um aceno com a cabeça e um virar costas.

Se começarmos por aqui  cumprimentarmos o próximo em qualquer situação todos os outros principios vêm por acréscimo.
Registado
Zeca Santos
Visitante
« Responder #6 em: 27 Dez 2005, 22:51 »

Boa noite companheiros,

Sei que um erro não corrige outro, mas no que aos estrangeiros diz respeito já os vi a arrancar os aspersores de rega de jardins para abastecimento de água, e como não havia água a não ser a certas horas, por causa dos programadores, estes também "foram andando". Isto para não falar de outras selvajarias.

Por isso o que é importante mesmo é cada vez mais difundir o código das boas práticas do autocaravanista tanto a gregos como a troianos.

Saudações Autocaravanistas
Registado
*K.L*
Visitante
« Responder #5 em: 26 Dez 2005, 22:29 »

Companheiros,

 Penso que nos parques de campismo não faz mal abrir a mesa e o toldo, mas acho mal que se faça isso na via pública em lugares não autorizados!
 Vejo autocaravanistas a despejar o depósito de águas sujas e a sanita enquanto andam!
Undecided
« Última modificação: 27 Dez 2005, 17:26 por *K.L* » Registado
Paulo Rosa
Visitante
« Responder #4 em: 23 Dez 2005, 01:41 »

Como sabem tenho sido muito crítico na questão dos comportamentos, e até tenho defendido haver aqui uma linha de acção para os melhorar. No entanto também vos digo que o comportamento "ideal" também não é reflectido por muitos dos ACaravanistas estrangeiros.

Não é mesmo nada difícil ver ACs estrangeiras com o cão preso ao degrau da AC, a cadeirinha na rua, a roupinha estendida...etc..etc. O que realmente não se vê muito nestes é o tradicional fogareiro, talvez por terem outros hábitos alimentares.

Por isso digo que esta matéria não é fácil - dar indicações de bom comportamento aos portugueses, mas também dizer aos estrangeiros que devem comportar-se cá como se comportam no seu país!!

Um abraço,
« Última modificação: 23 Dez 2005, 01:41 por Paulo Rosa » Registado
nada
Visitante
« Responder #3 em: 23 Dez 2005, 01:32 »

Apagado por solicitação do autor
« Última modificação: 21 Mar 2006, 13:25 por NunoR » Registado
Raul Lopes
Visitante
« Responder #2 em: 21 Dez 2005, 22:34 »

Disse a Ana:

Citar
O autocaravanista português (ou devo antes dizer, o possuidor de autocaravana português) não é diferente do estrangeiro.

Olá Ana, bem-vinda a esta tertúlia.
Devo começar por dizer que respeito o seu direito de objecção, mas isso não me leva a concordar consigo (nem isso é importante, creio).
Os comportamentos que tenho observado por cá e os que tenho visto pelo centro da Europa são bem distintos.
E isso não me surpreende: sem qualquer complexo de inferioridade, se nos mais variados índices de desenvolvimento (especialmente nos que à educação diz respeito) Portugal surge sistematicamente na cauda da Europa, porque haveriam os autocaravanistas portugueses de ser a excepção? Ainda por cima quando fomos os últimos na Europa a habituar-nos a gozar férias?!
É bom não esquecer que em Portugal (tb aqui diferentemente do que se vê pela EU fora) a "explosão" dos parques de campismo junto à costa começa por ser uma resposta a quem não tinha outras condições para ocupar fora de casa o tempo de férias de que passou a usufruir. Daí a converterem-se na casa de campo e formarem urbanizações de lona, foi um pequeno passo. A Europa não passou por isto, e os fenómenos de novo riquismo (que tb abundam entre nós) só têm paralelo no que está actualmente a acontecer nalguns países do leste.

É por isso que, me parece, não podemos meter a cabeça na areia arranjando como atenuante que também por outras paragens há quem não se saiba comportar. Educar também passa por denunciar o que está mal, até porque há quem entenda que tem todo o direito a comportar-se como lhe apetece.
Boas Festas!

P.S.
Depois de ter escrito esta nota li, aqui ao lado, http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php?topic=12.0, o testemunho do companheiro Fernando Luís. Um exemplo perfeito do longo caminho que me parece ainda temos de percorrer. Dificilmente na Escandinávia ou na Alemanha, por exemplo, se encontraria alguém com um testemunho destes.
« Última modificação: 23 Dez 2005, 01:34 por Raul Lopes » Registado
AnaF
Visitante
« Responder #1 em: 21 Dez 2005, 17:34 »

Vivam!

Não vou "exercer o meu direito de voto" na questão colocada, por ela estar enferma de um preconceito que não subscrevo.

O autocaravanista português (ou devo antes dizer, o possuidor de autocaravana português) não é diferente do estrangeiro.
É questão de se ler os outros "fora". Há sempre o problema dos abusos. Se o bom senso imperasse não haveria necessidade de tantas regras, mas como o pessoal nem sempre cumpre os mínimos "olímpicos" lá vêm as normas (e bem!).

De qualquer maneira penso que é mais interessante disciplinar (pedagogicamente) do que proibir (se bem que esta última costuma ser mais fácil (e a mais adoptada, nomeadamente pelas Autarquias).

Quanto ao "espírito cigano" na mundividência portuguesa poderá eventualmente ser encarada com um certo romantismo. Já nas Espanhas não se poderá dizer o mesmo.
Logo, toca a divulgar os "sítios" de encontro dos autocaravanistas, as suas formas saudáveis de viver o turismo itinerante e o associativismo.

Saudações.
Registado
Raul Lopes
Visitante
« em: 20 Dez 2005, 20:43 »

Esta é uma questão central no nosso dia a dia. Mesmo não querendo entrar na discussão, manifeste a sua opinião. Não custa nada, é só escolher a opção que mais lhe agrada.

Claro que para além de votar pode sempre introduzir aqui réplicas com os seus comentários, por exemplo aos resultados obtidos com esta sondagem.
Registado
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