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Autor Tópico: MISTÉRIO - Aqui tem um...  (Lida 1275 vezes)
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PAPA LÉGUAS PORTUGAL
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« em: 21 Nov 2013, 01:15 »


Desapareceu, não desapareceu… MISTÉRIO!


Gosto de romances policiais.

Ainda hoje recordo com alguma nostalgia os romances de Leslie Charteris (com o seu Simon Templar – “O Santo”), de Erle Stanley Gardner (que inspirou muitos jovens a escolher a advocacia com as espetaculares atuações em tribunal do Perry Mason), de Georges Simenon (e o seu simpático Comissário Maigret que adorava tomar um pastis na Brasserie Dauphine) e, muito particularmente, os romances de Agatha Christie (com o mundialmente célebre Hercule Poirot, gastrónomo assumido, de fartos bigodes e cabeça em forma de ovo).

Gosto de mistérios.

Ainda hoje tento (claro que não!) descobrir o “mistério” a que me venho referindo em já dois textos de opinião (ver AQUI e AQUI). E aguardo que algum santo (quiçá “O Santo” do Leslie Charteris) venha pôr a nu esse mistério do Cartão Campista Internacional. Aguardemos, porque, tarde ou cedo, a verdade será revelada.

Mas temos pela frente mais um enigma.

Aqui há uns anos foi criada uma associação autocaravanista, o Clube Gardingo de Autocaravanas (CGA), a 21 de junho de 2010 por Henrique Fernandes e Álvaro Aluai, quanto a mim uma criação artificial, para o propósito de “inventar” uma federação, que dizem (quem?) ser a verdadeira e única defensora do autocaravanismo em Portugal e na Europa. E, antes que alguém surja do paraíso dos autocaravanistas puros, a contestar que a criação não foi artificial, recordo o artigo 2º da constituição desse Clube que diz:

A Associação tem como fim Actividades desportivas e culturais, Associação a uma futura Federação Portuguesa de Autocaravanismo, bem como associação a Federações Estrangeiras de Autocaravanismo.

Tenho procurado manter-me relativamente bem informado sobre o que se passa no Movimento Autocaravanista em Portugal e na Europa (frase bonita… não é?) e concluí que…

O Clube Gardingo de Autocaravanas DESAPARECEU!(?)

Chamem o Santo, chamem o Perry Mason, chamem o Comissário Magrait, chamem o Hercule Poirot porque o CGA desapareceu. Não é localizável em qualquer endereço eletrónico que permita um contacto célere. Nem mesmo no Portal dessa federação, de que foi fundador e onde ainda é dado como membro, não existe (o que antes não acontecia), qualquer ligação, qualquer contacto. Talvez através da morada da sede se consiga “chegar à fala” com o CGA.

O desaparecimento do CGA não nos deve surpreender. Mais de dois anos depois da sua criação a quantidade de sócios, segundo um companheiro autocaravanista, sócio desse Clube, que encontrei no Parque de Campismo de Valhelhas, não era superior, com muito boa vontade, a 2 dezenas. Nem mesmo a sugestão de alguns de que deveria ser alargada a influência associativa do CGA para além do Distrito da Guarda, para outras capitais de Distrito, foi conseguida.

Desiludam-se os que pensam que estou contente com o alegado desaparecimento do CGA. O desaparecimento de um Clube vocacionado para o autocaravanismo não é algo com que nos devamos regozijar. A influência do CGA na Guarda (muita da qual através dos autocaravanistas que o criaram) foi importante, mais que não seja na chamada de atenção aos autarcas do Distrito para as questões relacionadas com o autocaravanismo. E, mesmo que só por isso, o Movimento Autocaravanista deve estar reconhecido. Reconhecido, mas não de acordo com a política seguida por essa associação.

E agora?

Se efetivamente estamos perante o desaparecimento do Clube Gardingo de Autocaravanas (oficial e legalmente não morreu) e, em consequência, deixou de intervir no panorama do autocaravanismo em Portugal, então, na prática, a tal dita federação portuguesa de autocaravanismo, que é referida no documento constitutivo do GCA, como acima cito, é agora formada, no concreto, por apenas um único clube.

Reconhecer que se seguiu um caminho que não era o melhor é um acto de coragem que só prestigia quem o faz. O CGA, através dos poucos associados que tem, está ainda a tempo de se renovar e dar um forte contributo para o Movimento Autocaravanista. Assuma a Declaração de Princípios e manifeste o desejo de integrar uma Plataforma de Unidade e Entendimento e certamente que terá apoios ao seu desenvolvimento.

A situação do autocaravanismo em Portugal poderia já ser diferente, não fora a tentação de protagonismo de alguns, a ambição comercial de outros, a cegueira ideológica de uns tantos e o fundamentalismo sectário que meia dúzia souberam gerir em proveito dos seus interesses imediatos para arrastar muitos para uma aventura sem futuro.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo – AQUI)


« Última modificação: 21 Nov 2013, 01:24 por PAPA LÉGUAS PORTUGAL » Registado

Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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