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Autor Tópico: Entrevista com... João Queiroz - Presidente da FCMP  (Lida 2401 vezes)
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Haddock
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« Responder #3 em: 31 Out 2013, 18:31 »

É por estas e por outras que deixei de frequentar este forum.
Hoje publiquei e eis o resultado.....moralizador.
Adeus meus amigos.
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« Responder #2 em: 31 Out 2013, 18:27 »


POIS...

Estava um cordeiro a beber água na margem de um ribeiro quando se aproxima um lobo que lhe diz:

- Vou-te comer porque estás a sujar a água que eu estou a beber.

Aflito o cordeiro responde:

- Não é possível. Tu estás do lado da nascente. A água passa primeiro por ti antes de chegar a mim. Não posso estar a sujar a água que tu bebes.

Mas, como o lobo queria era comer o cordeiro, não interessando se tinha ou não razão, respondeu-lhe:

- Se não foste tu, foi o teu pai.

E comeu o cordeiro.


**********

Antes de 2012 uma grande argumentação que circulava na internet relacionada com a FICM (Federation Internationale des Clubs de Motorhomes) e a FICC ( Fédération Internationale de Camping, Caravanning et Autocaravaning) é que esta última não tinha na sua designação oficial a palavra "Autocaravanismo". Imperdoável!, diziam. Se não tinha no nome a palavra “Autocaravanismo” é porque os autocaravanistas passavam-lhe ao lado.

Em 2012 a FICC alterou o nome e passou a constar na sua denominação a palavra “Autocaravanismo”. Desde então ninguém mais ouviu essa estulta argumentação.

Mas a FICC alterou substancialmente os seus objetivos relativamente ao Autocaravanismo? Não. E, não obstante, continuou fiel na condenação pública da discriminação negativa do autocaravanismo, como já o fazia antes de passar a ter na denominação a palavra “Autocaravanismo”, designadamente desde 2011.

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Poderia, agora, vir recordar-vos a história do rapaz, do velho e do burro, mas os exemplos anteriores são suficientes para demonstrar que a questão não está no nome, mas nos objetivos e intenções. E as intenções não são tantas e tantas vezes as melhores, como se está a demonstrar.

Da FICM, que até tem no nome a palavra “Autocaravanismo”, não se conhece qualquer posição pública, pelo menos que conste no respetivo Portal., pelo que conectar a palavra “Autocaravanismo” na denominação de uma qualquer associação como sinónimo e prova da defesa do autocaravanismo, não tem o mínimo de coerência.

**********

Há, efetivamente, uma grande pobreza de argumentação racional sobre esta matéria e, como não é da minha natureza baixar o nível da conversa, na medida em que debato ideias e não quero debater pessoas, fico-me por aqui.
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Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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Haddock
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« Responder #1 em: 31 Out 2013, 17:17 »

Enquanto no nome desta Federação não aparecer um A é porque o A não está lá.
Não me venham com conversas de Comissões, Regulamentos ou outras tretas.
Ou tem AUTOCARAVANISMO no nome ou não tem.
Não deve ser assim tão difícil de fazer; o nome deste Clube foi alterado numa AG onde estiveram presentes, se não me engano, 26 sócios.
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« em: 31 Out 2013, 11:40 »




“O Autocaravanista”, Boletim informativo do CPA, que já está a ser recebido pelos associados, contém uma entrevista com o Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) que reputamos da maior importância para o autocaravanismo no nosso País pelo enquadramento e reafirmação da política autocaravanista a ser não só continuada como ainda mais  e melhor implementada no seio da Federação.

O CPA que tem uma voz critica, quando necessário, independentemente do apoio que deu e continua a dar às candidaturas que na FCMP foram eleitas em 2012 com base num Programa de Ação amplamente divulgado, regozija-se publicamente com o teor das respostas dadas pelo Presidente da FCMP que estão na linha definida pelo CPA e que são indiciadoras de uma colaboração futura mais aprofundada com as associadas da Federação que se preocupam com a defesa dos interesses, direitos e garantias dos autocaravanistas e do autocaravanismo.

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ENTREVISTA AO PRESIDENTE DA FCMP


João Queiroz – Presidente da FCMP



Sr. Presidente.

A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) tem hoje uma nova Direção que se candidatou com um Programa de ação em que o autocaravanismo aparece, finalmente, como uma atividade a olhar dentro da Federação, razão porque lhe solicitámos esta entrevista para que nos possa dar a sua opinião sobre questões que atravessam o espirito da maioria dos autocaravanistas.



CPA - O Campismo, o Caravanismo e o Autocaravanismo estão na orgânica da FCMP tutelados pela modalidade do Campismo.

É recorrente os representantes da FCMP referirem-se ao Campismo e ao Caravanismo conjuntamente, excluindo, sistematicamente, o Autocaravanismo do seu discurso.

A que se deve esta descriminação?

Presidente FCMP - Não podemos ou, pelo menos, não devemos valorizar este tipo de linguagem que está enraizado no léxico associativo campista.
 
Esta atividade, inicialmente campista, pelas suas características, e devido também à evolução tecnológica mais recente, tem evoluído como atividade turística por excelência, estando a percorrer o seu caminho com dinâmica própria, no sentido de ganhar o direito a uma referência consentânea com a sua crescente importância no seio do Movimento.
 
Nas minhas intervenções, como nas dos outros dirigentes, nunca nos esquecemos de enfatizar a importância do Autocaravanismo.



CPA – O autocaravanista é um utilizador de Parques de Campismo mas também um turista itinerante.

Existe por parte desta Direção a preocupação de oferecer novas e melhores condições para o acolhimento dos autocaravanistas nos Parques de Campismo assim como defender e apoiar a itinerância?

Presidente FCMP - Como dirigente de uma Federação com o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, ao abrigo dessas obrigações estatutárias, não posso, nem devo, ter outro posicionamento que não seja o de defender e valorizar a importância do Autocaravanismo no seio do Movimento Associativo. Claro que, no próprio interesse dos autocaravanistas, estes devem ter melhores condições de acolhimento nos Parques de Campismo.
 
Reconhecemos que alguns Equipamentos Associativos não dispõem de condições ideais para esse acolhimento mas, com o precioso contributo da Comissão especializada (em fase de institucionalização), procuraremos trabalhar nesse sentido.



CPA - O CPA sempre defendeu a criação de uma Comissão de Autocaravanistas no seio da Federação e no Programa com que esta Direção da FCMP se candidatou essa questão é abordada como uma iniciativa a instituir.

Foi, agora, anunciada na revista da FCMP a criação da Comissão Autocaravanista que terá como base um regimento que, ao que me é dado conhecer, foi aprovado pelos representantes dos Clubes na comissão.

Pode já dar-nos uma ideia do âmbito, do funcionamento, dos objetivos e da composição dessa Comissão de Autocaravanistas e quando tenciona a FCMP tornar essas normativas públicas?

Presidente FCMP - Esse Regulamento, é assim que vai designar-se, à semelhança de outros de natureza regulamentar que temos no seio da Federação.

Depois de ter sido analisado pelo nosso departamento jurídico, está em condições de ser enviado aos elementos indicados pelas Associadas, que fazem parte da Comissão de Autocaravanismo, estando prevista a sua apresentação pública na reunião de Presidentes das Associadas, que prevemos para o início do próximo mês de novembro, altura em que reunirá também a referida Comissão, de modo a que também em ato público tomem posse e se deem a conhecer ao Movimento.



CPA - A FICC, na qual a FCMP é associada, tem também no seu seio uma Comissão Autocaravanista, tendo incluido, recentemente, o autocaravanismo na sua designação.

Reconhece a FCMP que a criação da Comissão Autocaravanista em Portugal é mais um passo importante para o autocaravanismo e para a própria Federação ao acompanharem e integrarem o movimento europeu?

Presidente FCMP - Sem dúvida. Como disse atrás, o Autocaravanismo tem vindo a ganhar importância no seio do Movimento Associativo e nós assumimos com todo o empenho esse crescimento. Como Presidente da Federação estou atento ao fenómeno e não é por acaso que o pelouro do campismo está entregue a um autocaravanista.

Por outro lado, o facto de termos sido admitidos, como observadores, na Comissão Europeia de Autocaravanismo é um sinal de que a nossa Federação Internacional valoriza o nosso trabalho, e tem a expectativa de que possamos dar um contributo positivo em sede de Comissão.

Neste quadro, não posso deixar de assinalar a importância da participação dos autocaravanistas nas atividades desportivas promovidas pelos Clubes, muito particularmente, uma representação marcante nos Rallys internacionais.

Resta-me agradecer a oportunidade que me deram de contribuir para este debate, através do prestigiado Boletim do CPA.

Desejo ao CPA, aos seus Dirigentes e associados as maiores felicidades no trabalho de divulgação que têm em curso, contribuindo para o desenvolvimento do associativismo no nosso País e um melhor conhecimento dos portugueses e de Portugal no mundo.



Registado

Associação Autocaravanista de Portugal - CPA
Portugal
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