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Autor Tópico: É o CPA contra a criação de uma Federação Autocaravanista?  (Lida 1763 vezes)
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vitorandrade
Sócio do CPA
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: Fev, 2006


Sócio Nº 520


« Responder #4 em: 27 Abr 2011, 01:20 »

Boa Noite!

Caro Ricardo, a conversar sobre princípios gerais estou, na grande maioria, de acordo com o que afirma. Quando se tenta concretizar o que teoricamente se pensou é que as coisas se complicam.

1- A questão de Federação Autocaravanista, versos coisas grandes e pequenas.

Muitos dos clubes sabem o que penso acerca disso. Para existir uma federação ela não poderá surgir já feita, mas antes terá de passar por um processo de credibilização dos e entre os atores do AC. Isto poderia passar por plataformas de entendimento naquilo que fosse consensual. Há muitos pontos onde, com pessoas capazes de colocar o interesse do AC acima dos seus, isso se faria com facilidade.
Pergunta-me, então porque é que não se avança? Tão só porque cada um imagina a sua federação e acha que será ela que vai resolver os problemas do AC. Já houve tentativas para a constituição duma tal federação constituindo clubes espelhos uns dos outros e o resultado está à vista. Agora parece que a coisa está de novo a agitar-se. Ainda não tenho claro o que está a mexer a coisa. Mais cedo ou mais tarde se saberá.
Acha que nesta situação a direção poderá/deverá “meter” o clube numa “embrulhada” destas? Ou pelo contrário tratar de arrumar a casa, criar condições de credibilização que possibilite o seu reconhecimento e capacidade de interagir institucionalmente.
O CPA, logo que esta direção tomou posse, deu passos no sentido de se acabar com as “guerrinhas” e procurou alguma clarificação. Acabou com a maldita certificação das AS, abdicou da sua base de dados das AS e protocolou a utilização comum de outra e colocou à discussão e adesão a Declaração de Princípios explicitando o que se entende por estacionar/acampar.
O que fizeram os outros? Complicaram e acusaram o CPA de ser um clube campista e de querer mandar nos outros.
Reconheço que falta fazer muita coisa no CPA, mas não é acusando o CPA e a sua direção que, desde o início, tentou dar passos no sentido de se criarem regras claras de funcionamento do clube, aprofundando a sua institucionalização, criando condições de viabilização do futuro do clube, deixando-o menos permeável a situações oportunistas, que se promove o AC .

2 – Sobre as AS

Reconheço-lhe todo o direito de lutar por ter AS com facilidade de despejo para sanitas náuticas. Mas deve procurar ser coerente e não ter dois pesos e duas medidas para as mesmas situações. Existem muitas áreas, mesmo promovidas pelo sr. Boaventura,  que não estão equipadas com esses dispositivos. O caso de Mondim de Basto foi apenas o mais recente. Só estranhei as atitudes em relação à Sertã.
Quanto aos interesses comerciais também os considero inteiramente legítimos desde que sejam eticamente corretos.
Esclareço-o também que a água da plataforma não deve ir para as águas pluviais mas sim para o esgoto e daí ter afirmado que a plataforma não tem necessidade de ter uma superfície tão grande como muitas vezes acontece. Desta forma serão mais metros cúbicos de água a ir para a estação de tratamento.

3 - Assembleias Gerais

Realmente também gostava que as AG tivessem maior nível. Uma coisa é aquilo que se gosta e quer, outra é o que é possível. Mas também deve reconhecer que o grupo que o acompanhou na AG de Torres Novas, ou pelo menos estava ao seu lado, não ajudou nada. Estava constantemente a fazer comentários ao lado, o que não facilita quem dirige a assembleia. Por outro lado não pode desculpar-se com a falta de tempo que teve para intervir, pois se todos assim fizessem ainda hoje lá estávamos.
Felizmente já lá vai o tempo em que se ia para AG sem sequer saber o que se ia lá tratar, mas obviamente que será sempre oportuno melhorar.

Um abraço
Registado

Vítor Andrade,
Coimbra
RICARDO
Visitante
« Responder #3 em: 23 Abr 2011, 19:31 »

Caro Vítor Andrade,

Permito-me alimentar (e alongar) um pouco mais esta troca de opiniões porque acredito que, para além de proporcionar esclarecimento tem também um efeito pedagógico que acredito será interessante.
Assim:
1. Clubes, Federação de Autocaravanismo, coisas grandes, coisas pequenas – Quando, há cerca de meia dúzia de anos, lancei aqui no fórum a ideia da regionalização do CPA que a Direcção então em funções entendeu não levar para a frente, ouvi algumas críticas. Agora está a ser posta em prática por mérito da actual Direcção. Está de parabéns!
Nunca escondi e até o escrevi, também aqui neste fórum, que acredito que a criação de regiões vai contribuir para o crescimento do Movimento Autocaravanista e que até poderá dar origem, por razões óbvias, a clubes mais pequenos mas mais coesos. Perderia o CPA mas ganharia e muito o Movimento.
Afinal o fim último do CPA e dos restantes Clubes e movimentos que já foram criados é o engrandecimento do Autocaravanismo Português - pelo menos é o que todos afirmam nos estatutos e nas declarações públicas - será que estou enganado?!  
Já o disse e repito que acredito mais em clubes pequenos com mais afinidade entre os seus associados, com não mais de 200 autocaravanas cada um, do que num mega clube, com todas as dificuldades inerentes a um tamanho pouco sustentado (quantos sócios têm as suas obrigações em dia? Metade?).

O que deve ser grande é uma Federação de Autocaravanismo, que reúna todos esses clubes a nível nacional.
Insisto que não entendo de que é que se está à espera para que seja criada. É só ter vontade e essa sim, deve ser grande!
Será melhor do que ser representado por uma fedreração (FCMP), ambiciosa de poder e tamanho, que quer representar tudo e acaba por não representar o autocaravanismo que coloca na sua hierarquia como um departamento do campismo, que nos desconsidera e envergonha em frente dos seus outros membros (não preciso explicar melhor, pois não?) e que está agora a correr ligando-se a quem não nos quer bem (AECAMP)  esta que, por ambição de lucro e sem escrupulos, nos quer prender em parques de campismo que mais não são que amontoados de barracas sem condições para as autocaravanas para (a FCMP) continuar a fazer de conta que se interessa por nós.
Por mim já tinha acabado com esta farça há muito tempo!!!

2. Tricas de mistura com ruído e áreas de serviço – não entendo a mistura! Primeiro porque sempre procurei ser claro, coerente e independente nas minhas afirmações e continuarei a ser mesmo que, por causa disso possa ser mal recebido como fui junto à mesa das inscrições da AG de Torres por alguém da sua Direcção que não entendeu aquilo que escrevi, nem procurou fazê-lo e resolveu partir para a barafunda e "tirar satisfações" no sítio errado e no pior momento. No fim da AG procurou explicar-se mas o mal estava feito!
Poderá falar-se de protagonismo, interesses comerciais, etc, mas o que é verdade é que à custa do empenhamento do Sr. Boaventura (que não me passou procuração) as AS vão aparecendo (já são trinta e tal) e de outro modo e com outros protagonistas nem por isso!
Diz o povo que “há males que vêm por bem” e neste caso, sem se vislumbrar qualquer mal, o bem está à vista. É preciso ver mais além e avaliar o benefício (sempre e só) para o Autocaravanismo ou do “colectivo” como lhe chama..
Quanto às caixas para despejo das sanitas náuticas, para além de lhe afirmar que argumentos como o “enfraquecimento do piso das plataformas” certamente por má construção ou o “aumento do volume da recolha de águas pluviais” irrelevante se for comparada a superfície da plataforma com a dos restantes arruamentos da povoação, são falaciosos ou pouco convincentes.
Aproveito para lembrar a quem de direito que, enquanto os estatutos do CPA não excluírem as autocaravanas com sanitas náuticas é dever da Direcção defender os interesses de TODOS os sócios isto é, também dos sócios que as possuem, mesmo que alguns sócios ou directores não gostem.  
A propósito: o projecto técnico existente na página net do CPA está desactualizado e, quanto às sanitas náuticas, está confuso e induz em erro os possíveis construtores. Enviei há semanas para a Direcção do CPA, um projecto corrigido. Não terão de aproveitar o meu mas deverão corrigir o que está publicado para que não se percam as boas vontades das autarquias, se gaste o dinheiro e a obra saia incompleta. Sabemos que é sempre mais difícil corrigir do que construir bem logo à primeira e a responsabilidade está do lado de quem não informa ou informa mal!

3. Assembleias Gerais – Também penso que são o local ideal para se colocarem as questões e decidir o futuro do CPA
MAS é preciso que os sócios sejam claramente esclarecidos sobre os assuntos que vão votar, que se deixe falar quem os pode e quer esclarecer e que seja conseguida mais ordem na sala – coisa que como deverá concordar nem sempre acontece. Pelo menos na última não aconteceu!
Não me venham falar da "aceitação democrática" das decisões da assembleia pois democracia sem ordem é mais parecida com anarquia e permite pôr em causa todos os resultados. Isto para não falar nas "fantasias" tecidas à volta do regimento das assembleias gerais! É preciso ter regras e respeitá-las!

Muito mais haveria para dizer mas a escrita já vai longa! Oportunidades não faltarão!

PS: Ainda a propósito das tricas, protagonismo e outras insinuações, quando escrever para eu ler peço-lhe que se deixe de rodeios e fale claro para que eu e todos os leitores o possam compreender! Quem não deve não teme!

Saudações
Ricardo
« Última modificação: 25 Abr 2011, 19:20 por Ricardo » Registado
vitorandrade
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: Fev, 2006


Sócio Nº 520


« Responder #2 em: 23 Abr 2011, 10:58 »

Bom Dia

Caro Ricardo do ponto de vista meramente filosófico estou de acordo consigo.
O ser “grande” ou o ser “pequeno” não é um dado adquirido, tem a ver mais com a coerência e identidade.

Se falarmos metaforicamente uma grande árvore para se manter, como tal, tem de possuir condições para o fato. Em contrapartida uma pequena para crescer tem de lhe ser dadas as condições.
Ora, o que me é dado observar é que quem anda por aí tentar fazer crescer pequenas “árvores”, na ânsia de as ver grandes, muda-as constantemente de terreno e aduba-as consoante as suas predisposições. E só o pode fazer porque são pequenas, caso contrário não se atreviam com elas.
O que lhes dá alguma identidade é abater a árvore grande. Se isso acontecesse  desagregavam-se e se por acaso um dia forem grandes lutarão entre si. A história está recheada destes exemplos.

Inteletualmente não me sinto preso, mas isso não me faz embarcar em situações que pouco mais são que necessidades de protagonismo individual e outras situações escondidas.
 Também lhe digo que tive a esperança que em algumas dessas pessoas houvesse o discernimento de construir regras, mínimas que fossem, para um entendimento capaz de tirar o AC português destas tricas constantes. O Ricardo era um deles. Sempre li com atenção os seus posts, mas ultimamente não o entendo. Veja-se o caso da AS da Sertã, só para falar deste caso http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,2038.0.htmlversos a AS de Mondim de Basto
http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,2227.0.html Tanto ruído, no caso da Sertã, até cartas dirigidas à Câmara e agora em Mondim de Basto já estava tudo certo?! Foi preciso o companheiro FSNunes indignar-se e vir a público para que houvesse uma explicação!!!!!. Se a Câmara de Mondim de Basto não efetuar as alterações, também vai haver cartas?!  E em tantos outros locais por aí espalhados?!

Deixemo-nos disso, pois grande parte dos ACs sabem o que está por trás.

Não é com pessoas que se vão adaptando às situações conforme a sua conveniência que se constrói o que quer que seja para o coletivo. 
O coletivo só pode ser construído com regras claras em que todos tenham oportunidade de participar na sua elaboração e não as feitas por um pequeno grupo sem representatividade.
 É evidente que qualquer pessoa é livre de fazer o que bem entender, desde que não prejudique o outro. Agora o sucesso dessas ações dependem da adesão dos outros e aí é que se vê o que é ser grande ou que é ser pequeno.

No CPA são sempre os sócios que decidem o que pretendem e é nas AG que se tomam as grandes decisões do clube. Não é a partir de “bocas” do exterior que se faz o que quer que seja.
Apenas espero que os sócios saibam distinguir e tomar as grandes decisões nos momentos e lugares oportunos. Assim não será necessário andar sempre com metáforas das árvores ou outras, pois a realidade é e será sempre a realidade.
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Vítor Andrade,
Coimbra
RICARDO
Visitante
« Responder #1 em: 21 Abr 2011, 21:50 »

Boa noite,

Tudo o que é grande nasce pequeno.
Não existe nenhuma grande árvore que não tenha começado por uma muito pequena semente!
Se estivermos à espera de grande dimensão para começar, talvez demoremos tempo demais e poderemos estar a perder tempo!
O que tem de ser grande é a vontade e o empenhamento para construir.
Esta é a minha opinião que só a mim vincula.
Respeito quem possa pensar diferente, embora não concorde.
Saudações autocaravanistas
Ricardo
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: Dez, 2008



WWW
« em: 21 Abr 2011, 00:14 »

São atribuídas ao Clube Português de Autocaravanas afirmações e intenções, só possíveis de serem feitas, por desconhecimento ou por má fé.

Para que a verdade seja reposta e desmentidas todas as mensagens erróneas que tentem passar sobre o Clube, vamos, periodicamente, responder às questões que mais se colocam.

Também todos os sócios beneficiarão de um maior conhecimento das linhas orientadoras do seu Clube.

Acusação recorrente: O CPA nunca apoiará uma Federação Autocaravanista em Portugal


Resposta (aprovada em Assembleia Geral de 27 de Novembro de 2010):

 “Continuamos a afirmar que caminhar para criação de uma Federação Autocaravanista com Clubes com uma diminuta expressão constituiria uma aventura perigosa pela falta de credibilidade que este organismo teria.

Não queremos uma Federação que tenha acesso aos órgãos de poder somente através dos conhecimentos e contactos dos seus dirigentes; a criar uma federação exclusivamente autocaravanista impunha-se que tivesse uma dinâmica assente na força consciente dos respectivos associados.

Na presente conjuntura não existe qualquer razão válida para que o CPA dinamize e/ou apoie uma nova federação.”

« Última modificação: 21 Abr 2011, 00:15 por infoCPA » Registado

Associação Autocaravanista de Portugal - CPA
Portugal
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