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AUTOCARAVANISMO => O AUTOCARAVANISMO => Tópico iniciado por: PAPA LÉGUAS PORTUGAL em 31 Mar 2016, 10:12



Título: EXPLIQUEM LÁ
Enviado por: PAPA LÉGUAS PORTUGAL em 31 Mar 2016, 10:12
(https://2.bp.blogspot.com/-u7LYoBfbWmw/VvlpVkaD-qI/AAAAAAAASVo/wjCIsN-lMzQFoywbfZgyGBwqYqpJy5xOQ/s1600/Arte.jpg)


EXPLIQUEM LÁ

  
Esta Quinta-feira opto por uma curta opinião.

Desde 28 de Março de 2015 que o Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal escreve e manda divulgar Newsletters (ver no Portal da FCMP) repletas de lugares comuns, desculpabilizadoras globalmente dos compromissos eleitorais que assumiu e, de forma subliminar, apelativas a uma reeleição.

Sendo este (as Newsletters) mais um informal modo de comunicação com as associadas da FCMP e com os portadores de Licenças Desportivas há que as aproveitar para esclarecer, com verdade e pragmatismo, entre muitas outras, por agora APENAS as seguintes questões:
 
Quais as razões porque o Presidente da FCMP não manda publicar e divulgar o Projecto estrutural de Áreas de Serviço aprovado pela Comissão de Autocaravanismo da FCMP há já mais de um ano?
 
Quais as razões porque o Presidente da FCMP não cumpre o Programa Eleitoral Autocaravanista com que se candidatou e que foi sufragado, na prática, com a respectiva eleição?
 
Quais as razões porque o Presidente da FCMP não manda publicar e divulgar os Parques de Campismo e as Áreas de Serviço de Autocaravanas existentes em Portugal?

 
Enquanto aguardamos sentados as respostas,
 serão bem-vindas eventuais sugestões dos leitores
.



(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - (ver AQUI (http://papa-leguas-portugal.blogspot.pt/search/label/Opini%C3%A3o%20das%20Quintas-feiras)))



Título: Os incómodos deles
Enviado por: PAPA LÉGUAS PORTUGAL em 02 Jan 2017, 12:47
(https://2.bp.blogspot.com/-mYgSlVN8Z9k/WGPf8quBb2I/AAAAAAAAS30/xCgBmfnmsMs0gvxNpErOcSV96HCqR4g4QCLcB/s1600/Perguntas%2Binc%25C3%25B3modas.jpg)


Os incómodos deles

Há quem, ao longo dos tempos, procure branquear os factos que ocorreram num país, numa cidade, num partido, numa associação. É da responsabilidade dos que prezam a verdade dos factos não permitir que tal ocorra e manter viva a memória.

Não é um facto de menor importância que uma associação seja recebida em audiência na Assembleia da República e ainda mais relevante se torna esse facto quando o objectivo pretendido for o de propor alterações significativas na legislação. Seria, pois, normalíssimo que a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) difundisse à exaustão a audição pelo “Grupo de Trabalho de Turismo da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas da Assembleia da República” (ver AQUI (http://www.canal.parlamento.pt/?cid=1169&title=audiencia-com-a-federacao-de-campismo-e-montanhismo-de-portuga)) que teve lugar no dia 23 de Junho de 2016. Tal não se verificou e só em princípios de Agosto, pela mão da FPA, os autocaravanistas se aperceberam que as propostas da FCMP na Assembleia da República conduziam à discriminação negativa dos veículos autocaravanas e contrariavam todos os compromissos a que os dirigentes desta federação se tinham comprometido.

O que já se disse sobre as propostas legislativas da FCMP, sobre a quebra de compromissos dos respectivos dirigentes, sobre o “assobiar para o lado” da Comissão de Autocaravanismo da FCMP e sobre a desfiliação da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA”, evidencia que a FCMP deixou de ter qualquer significado para o Movimento Autocaravanista de Portugal. No entanto, sabe-se lá porquê, os dirigentes da FCMP divulgaram na passada semana a Newsletter 4 de 2016 (ver AQUI (http://www.fcmportugal.com/files/Newsletter/Newsletter4_2016.pdf)) que, na interpretação que dela faço, manifesta o incómodo que sentem face à incapacidade que têm de justificar junto dos autocaravanistas as propostas legislativas que apresentaram na Assembleia da República.


Os compromissos deles

O editorial da atrás referida Newsletter, que se intitula “O NOSSO COMPROMISSO”, faz-me reflectir sobre o valor das palavras. Um título pomposo que lembra outros compromissos da FCMP relacionados com o autocaravanismo e que, além de não terem sido cumpridos, foram renegados ao ponto de os dirigentes da FCMP defenderem exactamente o contrário do que se comprometeram

O Presidente da FCMP fala do passado escrevendo “Claro que nos candidatamos com um programa ambicioso e exequível e, apesar das críticas despeitadas, temos tido o apoio inequívoco da generalidade dos Clubes e, particularmente, dos seus dirigentes.” A ser verdade (e não me permito duvidar) os Clubes e particularmente os dirigentes apoiam quem não cumpriu os compromissos relacionados com o autocaravanismo, apoiam quem defendeu propostas que contrariavam esses compromissos e apoiam quem não teve a coragem de vir publicamente justificar as propostas..

“O NOSSO COMPROMISSO”, considerando o que se sabe sobre as posições relacionadas com os compromissos autocaravanistas anteriores, não passa de um chavão. Mas, o incómodo dos dirigentes da FCMP é tão ou mais evidenciado na Newsletter ao ponto de dedicarem duas páginas à saída do CPA da FCMP. As posições coerentes de uma pequena associação perturbam o gigante.


As contradições deles

O texto intitulado “As contradições do associativismo autocaravanista”, a páginas 4 e 5 da Newsletter, está pleno de lugares comuns e “cantos de sereia”, cuidadosamente elaborados para criar a simpatia dos associados que estiveram presentes na Assembleia Geral do CPA que votou favoravelmente a saída da FCMP. Mas, este texto, lido na Assembleia Geral, não convenceu os associados. Não os convenceu porque não esclarecia que razões tinham levado os dirigentes da FCMP a proporem legislação lesiva dos interesses dos autocaravanistas sem sequer a prévia auscultação do CPA que segundo a Newsletter é “ (…) a associação que se encontra melhor apetrechada, pela experiencia dos seus dirigentes e pela capacidade de mobilidade, a melhor resposta à necessidade de associar, esclarecer e formar consciências no seio do movimento Auto caravanista.” demonstrando que se trata de uma afirmação contraditória, para não dizer hipócrita.

Não vale pois a pena escalpelizar todos os parágrafos deste específico texto da Newsletter, contudo não me é possível deixar de transcrever o que entendo ser o mais absurdo:

“Não duvidamos que, nós como eles, caminhamos com um objetivo comum. Servir com as melhores soluções os associados que representamos. E para isso contamos com a CPA.“.

Mas, isto é sério?! O CPA e a FCMP têm um objectivo comum? E para o alcançar esse objectivo a FCMP conta com o CPA? Mas não é a FCMP que quer que constitua um “(...) acampamento ocasional, nomeadamente, a pernoita no interior de caravana, autocaravana ou outro veículo automóvel estacionado na via pública ou em terreno de que o utilizador do veículo não seja proprietário” (ver AQUI (http://papa-leguas-portugal.blogspot.pt/2016/11/legitimidades_10.html))? E não sabe a FCMP que o CPA sempre se opôs a este conceito de campismo?

A facilidade com que o presidente da FCMP informa que o CPA e a FCMP têm um objectivo comum e que conta com o CPA para o alcançar é, no mínimo, uma afirmação anedótica. Ou está o presidente da FCMP a falar de quê? Não está a falar das razões que motivaram a saída do CPA da federação?


E as respostas deles?

Senhor presidente da FCMP, assuma a responsabilidade da intervenção que fez na Assembleia da República e tenha a coragem de a mandar divulgar no Portal da FCMP.

Senhor presidente da FCMP, na próxima Newsletter, aborde a substância do tema e explique aos autocaravanistas quais foram concretamente as razões porque propôs uma legislação que obriga as autocaravanas e todos os restantes veículos a pernoitarem em Parques de Campismo.



(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) – [/b] AQUI (http://papa-leguas-portugal.blogspot.pt/search/label/Opinião%20das%20Quintas-feiras))