NunoR
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« Responder #21 em: 14 Nov 2006, 13:33 » |
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Boas tardes
Surgiu hoje, no site da FCMP, o habitual resumo da última revista da Federação onde está o polémico editorial que deu origem a este tópico. Neste resumo tenta-se discretamente apagar o incêndio ateado pelo próprio presidente/director da revista e direccionar as críticas presentes no editorial apenas para os montanhitas, não havendo uma única referência aos autocaravanistas. Será arrependimento do presidente ou desintonização do companheiro que elaborou o documento com o presidente??? Esperemos pelos próximos capítulos. Entretanto deixo aqui para leitura o referido resumo. Nuno
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Um abraço Nuno Ribeiro Charneca da Caparica-Almada
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J.Teixeira
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« Responder #20 em: 16 Out 2006, 23:05 » |
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...Os Montanhistas são criminosos a abater...
*** Epílogo ***
Como sabem na ultima revista Campismo nas paginas a seguir a 33 o Presidente da Fed. de Campismo, desenrolou uma imensa diatribe em que revelou as suas capacidades de "grande causídico".
No que diz respeito ao caminho que tem sido seguido pelos Clubes de Montanhismo e Escalada e pela nossa Federação entendeu-se pura e simplesmente ignorar esse Sr. e seguir em frente no trabalho batendo-nos apenas nos locais certos pelos nossos direitos (e brandindo tão somente a força da nossa razão).
Em jeito de seca, mas saborosa resposta tenho a informar que, durante este fim de semana em BANF – CANADA nas Assembleias Gerais da UIAA (Federação Internacional de Montanhismo e Escalada) e do ICC (UIAA Climbing) o representante do CNM - Clube Nacional de Montanhismo e da FPME - Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada derrotou por completo as teses desse Sr. (que foram defendidas por meros representantes seus).
Na Assembleia-geral do ICC UIAA CLIMBING realizada Sábado:
- Os resultados do inquérito (pedido pela FPME e pelo CNM) sobre a organização de competições em Portugal foram aprovados !
- O direito exclusivo de voto por Portugal foi retirado à Fed. de Campismo
Na Assembleia-geral da UIAA realizada no Domingo:
- Foi aprovada a proposta do CNM e FPME para a realização de um Inquérito internacional à legitimidade da presença de uma Federação de Campismo na UIAA (Federação Internacional de Montanhismo e Escalada).
- Foi aprovada a proposta do CNM para se realizar em Portugal a Assembleia-geral da UIAA de 2009.
Estes constituíam os pontos em debate que a Portugal diziam directamente respeito. E em todos eles a FPCC saiu pesadamente derrotada.
E de nada valeu a diatribe lançada por F. Cipriano sobre a UIAA e o ICC. Bem pelo contrário pois que a falta de respeito e educação, lá fora, como cá dentro, só tem mesmo uma resposta…
Abraço a Todos
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« Última modificação: 16 Out 2006, 23:07 por J.Teixeira »
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Raul Lopes
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« Responder #19 em: 13 Out 2006, 16:54 » |
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Companheiro Zzekas, Antes de mais parabéns: acaba de escrever a mensagem capicua 2222 deste fórum! Em segundo lugar quero agradecer a sua solidadriedade, os apelos e as sugestões que nos deixou. Em terceiro lugar quero agradecer-lhe a crítica, até porque me dá oportunidade de esclarecer a minha intenção. Não me terei expressado bem, mas com a minha última mensagem neste tópico não quis alimentar folhetim nenhum. Já não me estou a referir ao Editorial da Revista da FCMP. O comentário que fiz tem a ver com outra coisa diferente: o discurso que o presidente da FCMP fez na AR no âmbito da audição sobre a Lei de Bases do Desporto. O discurso já está reproduzido noutro tópico: http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,415.msg2417.html#msg2417O que quis dizer é muito simples: não percebo como é que a FCMP reivindica a tutela do autocaravanismo, e, tendo a oportunidade de falar na AR, nem por uma só vez chama a atenção dos Deputados presentes para o problema legal do autocaravanismo. Afinal tutela ou não tutela? Se tutela faça o que lhe compete, se não sabe ou não quer fazer, então deixe-se de discursos piedosos sobre o autocaravanismo e sobre tutelas. Assim até parece ter vergonha de dizer o nome das modalidades que afirma tutelar. Eu acho que os autocaravanistas precisam de estar informados disto para que formem a sua própria opinião. Não lhe chamaria um folhetim nem uma coisa sem interesse. Para o autocaravanismo isto foi uma oportunidade histórica oferecida de bandeja à FCMP e que o seu presidente esbanjou. Da mesma maneira que acho que os autocaravanistas devem estar atentos ao que o mesmo presidente irá dizer no próximo fim-de-semana em Barcelona no colóquio sobre autocaravanismo promovido pela Federação Internacional em que a FCMP está filiada. Uma última nota. Não tenho o prazer de conhecer o companheiro J Teixeira, mas receio bem que esteja a confundir a sua identidade com a do pai.
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ZZekas
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« Responder #18 em: 13 Out 2006, 15:53 » |
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Companheiros em geral, e muito em particular aos companheiros J.Teixeira, conhecido nas nossas andanças pelo companheiro, de seu nome Brochado, e ao nosso vice- Presidente, companheiro Raul Lopes. Embora nos devamos considerar feridos na nossa dignidade,pelas palavras ofensivas escritas pelo Sr.Cipriano, ainda presidente da Federação que tutela a nossa actividade, acho que devemos saber dar a importância devida e no local certo, relativamente aos impropérios com os quais fomos atingidos.Disso não tenho dúvida que a direcção do CPA, já deve ter tomado as providências que a situação aconcelha. Aos companheiros acima mencionados, pedia encarecidamente que não alimentassem este folhetim,pois corremos o risco de tornar uma parte do nosso fórum ,num suplemento da revista da Federação ,com aqueles conteúdos a razar os pensamentos , opiniões e pior, as acções,dos"velhos do Restelo". Fazia um apelo aos nossos consócios, para que no nosso fórum sejam discutidos os mais diversos assuntos,propostos por um número relevante de associados,evitando a saturação para quem se vê na obrigação de manter vivo o fórum, e que se reduz a um número irrisório, mas que tem feito decerto o melhor que tem podido. Vamos proporcionar aos membros eleitos, que possam gastar as suas energias no melhoramento do nosso site,com a criação de secções de interesse para todos nós e participarmos activamente na elevação da qualidade. Sózinho ninguem faz nada. Com o nosso site mais desenvolvido, onde iremos decerto ter notícias do andamento das realizações, dos diversos itens que constam do programa de acção da Direcção , "obrigando" os sócios a serem mais participativos na vida do CPA. E com estas medidas, vamos deixar ao Fórum o papel que efectivamente lhe cabe. Companheiros, uma voz se tem levantado incessantemente, a do nosso consócio Caxias, mas mais são precisas,para podermos levar o CPA ao lugar que é legítimo ocupar. Não percamos tempo . Deixemos para lá,tudo o que não for aglutinador da vontade dos autocaravanistas, que com trabalho e abnegação saberão levar a bom porto esta cruzada difícil,mas possível.
"ZZekas" José Borges Sócio 1117
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José António Borges Sintra
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Raul Lopes
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« Responder #17 em: 13 Out 2006, 14:47 » |
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A uma parte da pergunta eu sei responder. A FCMP não indicou nenhum treinador por modéstia. Óbviamente, quem como o presidente da FCMP tutela tanta modalidade desportiva só pode ser um treinador de primeira apanha. Mas ele é demasiado modesto para se propor a si mesmo.
Quem duvidar disso que leia a seca de discurso que esta semana fez na Assembleia da Républica a propósito da Lei de Bases do desporto.
Aliás a Federação de Campismo está tão preocupada e empenhada na defesa do autocaravanismo que o seu presidente no dito discurso não usou por uma só vez a palavra autocaravanismo. Esperar-se-ia que aproveitasse a oportunidade para lembrar aos Srs deputados os problemas decorrentes da ausência de legislação sobre autocaravanismo, mas não. Limitou-se a querer justificar o injustificável. Segundo ele todas as modalidades que a Federação "tutela e disciplina" são filhas do campismo ou do montanhismo. Nada existe de mais óbvio. Não haverá pela FCMP quem explique a este Sr que a Europa está cheia de autocaravanistas que nunca entraram num Parque de Campismo, nem antes nem depois de terem uma AC? Por este andar não serão precisos autocaravanistas para incendiar a Federação, ela cairá de podre por si mesma. Nada restará para queimar. Esta ida do sr. fcipriano à Assembleia da Républica é mais uma clamorosa oportunidade perdida pela FCMP para fazer algo de útil por aqueles que teima em dizer que "tutela e disciplina".
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NunoR
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« Responder #16 em: 13 Out 2006, 12:07 » |
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A Confederação do Desporto de Portugal, onde estão agregadas praticamente todas as federações desportivas portuguesas e onde se inclui a nossa FCMP, promove pelo segundo ano consecutivo, a eleição dos Desportistas do Ano. Sendo a FCMP uma federação multi-desportiva que organiza várias competições estranha-se que não tenha proposto nenhum atleta e nenhum treinador para este eleição. Esquecimento ou não há ninguém que se destaque? Podem consultar e votar nos melhores desportistas do ano em : http://www.cdp.pt/content/view/1785/2/
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Um abraço Nuno Ribeiro Charneca da Caparica-Almada
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Raul Lopes
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« Responder #15 em: 12 Out 2006, 19:14 » |
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Caro J Teixeira, Obrigado pelos esclarecimentos. Muito pior do que a discordância são as ambiguidades e mal entendidos. Para os foreiros menos informados, alguns dos comentários feitos nesta mensagem do J Teixeira têm a ver com coisas ditas no tópico ao lado: http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,389.msg2391.html#msg2391
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J.Teixeira
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« Responder #14 em: 12 Out 2006, 01:35 » |
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“A conta em que são tidos pela “comunidade escaladora dissidente” e que utiliza o vosso Fórum é exactamente a mesma com que tratam o restante Movimento, quer sejam campistas, autocaravanistas ou montanheiros. Com desdém!” Apesar de ter havido aqui alguém que deu a entender sem me nomear (deve ter aprendido a arte com alguém) que eu e outros vos tratamos com “DESDÉM” deixem que vos diga… Sou um Autocaravanista e vejo o autocaravanismo como uma forma extraordinária de fazer TURISMO DE QUALIDADE, de Fazer férias com os meus filhos e de viajar. Já fui Campista em miúdo e até já tive Carta Campista. Sim. Já fui titular da Carta Campista mas deixei de a ter quando um dia assisti a uma cena inacreditável à porta de um parque de campismo propriedade de uma autarquia (julgo que gerido por um clube). Era já noite e na recepção do Parque enquanto eu estacionava juntaram-se inúmeros jovens estrangeiros que haviam saído do comboio. Todos entraram no Parque, todos menos um pequeno grupo de raparigas portuguesas entre os 14 e os 19 anos porque: “Não tinham carta campista e como tal não poderiam entrar”. Indignado com a situação protestei pois estava na fila a seguir a elas e chamei mesmo a atenção ao “funcionário” do parque, que o que ele estava a fazer era uma injustiça e uma enorme irresponsabilidade pois as raparigas iam acampar fora do parque num pinhal sem segurança nenhuma, pois não tinham transporte nem mais comboios. Em resultado dos meus protestos, o energúmeno (o individuo não tem outro nome) virou-se para mim e disse “E o Sr. Também não entra!” E pronto lá fomos todos para o pinhal ao lado do parque de campismo. No dia seguinte fomos todos à autarquia apresentar queixa do sucedido, da discriminação (pois nenhum dos estrangeiros apresentou qualquer carta campista), do risco que corremos de ser assaltados e da falta de educação e bom senso do indivíduo. E porque propriedade publica é de todos e não pode ser só para uso exclusivo alguns. Nesse mesmo dia deitei ao lixo a minha Carta Campista. Pois não gosto nada de prepotências e acho que ninguém deve ser obrigado a pertencer a uma associação (isso faz parte da declaração universal dos direitos do homem) -------------------------------- Quanto ao desdém. Sim tenho desdém por aqueles que nos últimos 30 anos transformaram bonitos e agradáveis parques de campismo em autênticos bairros de lata com caravanas cobertas por enormes toldos, chão cimentado, carreiros em vez de ruas (tal é a ganância de mais lugares), vedações, … , uma insegurança assustadora e alguns utentes que só me conseguem fazer lembrar um qualquer bairro municipal degradado. Tudo isto no meio de um alarmante envelhecimento não só do material de campismo mas também dos próprios campistas (os que criaram pequenos paraísos que agora olham tristes por mal poderem reconhecer a sua obra) A degradação a que muitos parques associativos chegaram deve-se ao facto de as pessoas que os utilizam se terem também “degradado” pois à 20 ou 30 anos não era qualquer um que podia comprar uma caravana. E hoje em dia… O tempo dos carolas que criaram os Parques associativos, passou e o que ficou foi uma enorme massa de sócios cujo interesse é ter os parques assim com toldos, cimento, vedações e ruas estreitas… E é essa massa de gente domina os clubes de campismo e acaba por dominar a própria federação de campismo. Só assim se compreende a falta de elevação de certas pessoas… E por quem não sabe ter nível… Sim tenho desdém… Pois esses são os coveiros do campismo associativo. Cumprimentos José Alberto Brochado Teixeira PS: É claro que há excepções pois alguns parques associativos ainda vão mantendo alguma qualidade e não se podem meter no mesmo saco de certos parques da margem sul. Mas a degradação avança e avançará ainda mais se os seus responsáveis partirem para cruzadas em terra alheia, em vez de tratarem do que, é seu.
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« Última modificação: 12 Out 2006, 14:41 por J.Teixeira »
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albi
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« Responder #13 em: 10 Out 2006, 22:37 » |
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Olá, Embora não seja socio do CPA, sou autocaravanista e tambem não gostei deste e de outros comentarios/ acções anteriores desse tal sr. FCipriano. Acho que ele só está a querer que nós façamos o mesmo que o pessoal do montanhismo e se avançe para uma federação só de autocaravanismo. Renovar a carta de campista não mais em quanto não mudar a (des)orientação da Federação. Saudações rolantes Artur
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Artur Vaz Castelo Branco
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viktor
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« Responder #11 em: 10 Out 2006, 14:32 » |
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Não deixa de ser curioso o que me aconteceu na noite de sabado passada. Tenho uma autocaravana recente (desde Agosto) que por razões de segurança e proximidade da minha residencia tenho estacionada junto a uma esquadra da policia em Lisboa e na Rua Coronel Augusto Galhardo....mesmo em frente á FCMP. Nessa noite fui alertado por uns amigos onde estava a jantar 2 prédios ao lado e num 2º andar de que me estavam a mexer na Autocaravana.Fui á varanda confirmei e desci imediatamente.20 metros depois lá estavam uns Srs (QUE TINHAM SÁIDO DA FCMP) com o braço do suporte da minha bicicleta na mão e partido/vandalizado.Nervosos disseram-me que aquilo estava no chão e estavam a tentar colocar no sítio. Curioso não é?
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Vítor Rodrigues Lisboa
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msilva
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« Responder #10 em: 10 Out 2006, 12:15 » |
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Caros autocompanheiros:` É grande a indignação pelas escritas do senhor que preside a federação de campismo, apoio totalmente a direção do CLUB PORTUGUÊS DE AUTOCARAVANAS do qual sou sócio nº 1588 e desde já aplaudo quem como eu deixe de renovar a carta de campista. Acho que se houver base legal esse senhor deve ser processado e levado a tribunal, assim como estudarmos meios de "luta" que leve ao seu afastamento da presidencia da federação. Começemos a pensar na criação da FEDERAÇÃO DE AUTOCARAVANISMO Um abraço MSilva
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Mário Silva Loures
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Raul Lopes
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« Responder #9 em: 09 Out 2006, 20:19 » |
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Companheiros,
é agradável sentir o calor das vossas palavras solidárias. Obrigado. E é claro que a Direcção do CPA bem vai precisar da solidariedade de todos os sócios nas batalhas que por certo se irão seguir. Ou muito me engano ou a procissão ainda não saíu do Adro. Chegará a altura em que o alvo a abater será o próprio CPA. Apesar disso, é bom que todos os autocaravanistas compreendam que o que actualmente está em causa não é o CLube nem a Federação nem tão pouco uma "guerra" entre o Raul Lopes e o Presidente da Federação de Campismo. Não faltará quem assim queira fazer crer. Tudo é de esperar de quem em lugar de unir como lhe competia, procurou lançar campistas contra autocaravanistas e montanhistas.
Em verdade, o que neste momento está em jogo é o direito a manifestar o nosso mal-estar face à forma como a FCMP tem exercido o seu mandato sem sermos agredidos por o fazer. O que está em causa é o nosso direito à indignação pelos insultos de que fomos vítimas, ainda por cima vindos de quem tinha a obrigação de lutar pelo direito ao reconhecimento do autocaravanismo.
Se ficarmos calados perante isto, então que será necessário que nos aconteça para virmos a público manifestar a nossa indignação?
É o direito à dignidade dos autocaravanistas que está em causa. Não se trata de qualquer guerra pessoal ou clubistica. É por isso que os que agora ficarem calados poderão um dia ser por isso responsabilizados, enquanto os que de forma simples vão lançando mão dos meios ao seu alcance para dizer BASTA, só podem merecer os nossos aplausos pela coragem de dar a cara. Bem hajam os que dizem: NÃO PODEMOS SILENCIAR!
PS. Quem entender usar as páginas deste fórum para dirigir as suas mensagens ao Presidente da FCMP poderá fazê-lo. Nós responsabilizamo-nos por oportunamente fazer chegar essas mensagens ao seu destinatário. Claro que isto é apenas uma entrega formal, pois sabemos que o que por aqui se escreve vai sendo seguido atentamente lá pelos lados da Federação.
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« Última modificação: 09 Out 2006, 20:29 por Raul Lopes »
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Bastias
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« Responder #8 em: 09 Out 2006, 16:31 » |
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Companheiros, Não posso passar sem dar a minha openião e, sobre o que escreveu o prisidente da FCMP. Faço minhas as palavras de todos os companheiros que já escreveram neste Fórum, sobre este assunto, e também não vou renovar os selos das cartas de campista, que sou à mais de 30 anos. Não dá para perceber, já não bastava as dificuldades em estacionar, pernoitar etc. etc., e agora deparamos com esta "guerra" vindo de pessoas que de serto modo, estão no mesmo "barco". Se 90% dos que ainda tem Tendas, comprarem uma autocaravana, como vai ser  Se alguns donos de autocaravanas, tem atitudes impróprias de autocaravanistas e civismo, que sejam punidos, mas, meter todos no mesmo "saco" generalizar, morrem nas estradas cerca de 4 pessoas por dia e lá por isso não vamos chamar "criminosos" nem ao maus condutores e muito menos a todos os que conduzem. Resumindo não val pena perder mais tempo, temos muito que fazer... Mais uma vêz dou o meu apoio aos companheiros da direcção e aos que orientam e escrevem neste Fórum, Bons passeios, a caravana avança e ....
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Ameneses
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« Responder #7 em: 08 Out 2006, 18:59 » |
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« Última modificação: 03 Abr 2008, 15:20 por Ameneses »
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RCruz
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« Responder #6 em: 07 Out 2006, 23:19 » |
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Caros companheiros(as). Boa noite
Após ler atentamente tudo aquilo que o companheiro Raul Lopes colocou no seu post e após, de igual forma, reler o que foi dito pela pessoa que ocupa a presidencia da FCMP, decidi enviar um mail dirigido a tal pessoa e que passo a transcrever na integra.
Exmo. Senhor Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal
Exmo. Senhor
Felizmente não tenho o prazer de o conhecer e digo felizmente uma vez que após ter lido aquilo que V. Exa. escreveu no editorial da revista Campismo & Montanhismo relativa ao ano 3 - Série I - n.º 11 no que toca aos autocaravanistas, grupo onde felizmente me incuo neste momento, concluo que fará V. Exa. parte daquele número de pessoas que me passam completamente indiferentes, ou antes, passava, e digo passava porque sem me conhecer V. Exa. ofendeu-me.
Ofendeu-me enquanto cidadão que pugna por viver em DEMOCRACIA, coisa que parece V. Exa. não sabe o que é.
Ofendeu-me enquanto cidadão pagante uma vez que vem V. Exa. utilizar um meio que eu e todos os outros que como eu pagam a revista aquando da renovação da carta de campista e a colocam à sua disposição para vir ofender quem já anda nestas andanças à mais de vinte e cinco anos e tem uma CCN emitida por essa Federação à cerca de vinte.
Ofendeu-me quando enquanto pai ensinei e conduzi os meus filhos ao movimento campista como forma de os educar no seio de uma familia de pessoas integras e bem educadas uma vez que também eles são portadores de CCN.
Não lhe reconheco qualquer tipo de mérito para de uma forma leviana vir a terreiro ofender pessoas que apenas lutam para que os seus direitos, fundamentalmente o direito à diferença na forma de utilizar um meio, a autocaravana, ou uma forma de desporto, o pedistrianismo ou a escalada.
Seria bom que V. Exa. em lugar de andar a ofender outros companheiros, aprendesse a ouvi-los já que como V. Exa. diz não ser autocaravanista e ter poucos conhecimentos de tal arte seria a altura ideal para aprender alguma coisa com os que efectivamente sabem e lhe poderiam explicar porque razão autocaravanismo não é campismo, forma diferente de fazer turismo sim.
Outra coisa que gostaria que viesse V. Exa. a terreiro explicar a todos os detentores da CCN é o que fizeram V. Exas. nos últimos dois anos no Parque de Campismo de Santo André.
Venha a terreiro mostrar quem fez e como foi feito o tão falado "Estudo Económico" que levou ao aumento das tarifas de utilização daquele parque a valores que fez com que a maioria dos campistas de longa duração de lá saissem e os de curta duração (Julho e Agosto) nem para lá fossem.
Venha explicar porque motivo no final de Agosto com um parque de campismo completamente às moscas insistiam em continuar cobrar o famigerado seguro a todos os companheiros que se apresentavam tão somente para passar uma noite e proceder ao abastecimento de águas da autocaravana.
Sabe Sr. Presidente, eu sou do tempo em que para podermos acampar de tenda naquele parque tinha de ir para lá dormir à porta à espera que alguém saisse para eu ter vaga. O senhor lembra-se disso?
Sou do tempo em que colocava lá a minha caravana no dia 25 de Abril ou 1 de Maio, aproveitava por ser feriado, e só a retirava nos finais de Setembro. Os meus dois filhos mais velhos deram os primeiros passos naquele parque de campismo. E o senhor, por onde andava?
Lembra-se dos bailaricos do "arrasta pé" que enchiam o ringue de futebol? Pois é senhor Presidente, este ano assisti a um frente ao bar e, sinceramente foi confrangedor ver o resumidissimo número de companheiros e companheiras que lá estavam.
Foi confrangedor ver o número de alveolos vazios em pleno mês de Agosto.
Foi confrangedor que mesmo assim, sem ninguém a ocupar o parque se continue a tomar banho com água fria.
Permita-me que lhe diga o seguinte. Se a FCMP está entregue a pessoas que estão claramente a levar o parque em questão à asfixia, então também nada de bom se afigura para a FCMP. Quem não é capaz de dirigir o corneteiro como é que será capaz de dirigir a banda toda?
Claramente V. Exa. perdeu a noção de bom senso e de ombridade que se exigue a alguém que ocupa o lugar que V. Exa. ocupa. Dai que lhe peça um grande favor em nome de todos os companheiros quer sejam campistas, autocaravanistas, montanhistas, pedestrianistas ou quaisquer praticantes de outras modalidades que ainda se encontram no seio da FCMP DEMITA-SE.
Julgo não estar muito errado se afirmar que o verdadeiro incendiário não está no lado dos autocaravanistas ou quaisquer outros. O verdadeiro incendiário está no seio da FCMP que ofende quando diz que os outros, os que praticam uma arte que ele não conhece nem entende, nasceram em Portugal mas não são Portgueses.
Retrate-se Senhor Presidente e vá-se embora de vez.
Enquanto tal não acontecer não voltarei a renovar a minha CCN n.º 8705321 nem as dos meus filhos n.º 0301613 e 0016084
Atenciosamente
Rui Cruz
Saudações a todos os companheiros(as) e Boas Viagens
RCruz
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cpa
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« Responder #5 em: 07 Out 2006, 21:57 » |
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Do companheiro Madeira recebemos a seguinte mensagem via e-mail:
Caros Senhores Na minha modesta opinião, estão a dar-lhe (a ele) importancia a mais, uma vez que quem profere tais brutidades, ou está passado ou não merece conversa. Cumprimentos
madeiradasilva
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ZZekas
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« Responder #4 em: 07 Out 2006, 21:50 » |
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Companheiro Raul Lopes :
Tenho lido com toda a atenção os posts sobre esta " guerra da Federação ". Hoje com o artigo que teve a amabilidade de publicar, e para bom entendedor ,é suficiente para qualquer pessoa compreender,pois foi claríssimo nos seus mais diversos aspectos. Seria de bom tom, que cada um de nós interirozasse o conteúdo da sua mensagem, e de uma vez por todas, se solidariza-se com a Direcção do clube a que pertencemos. Atingiu-se aquilo a que era impensável chegar-se. Efectivamente o que deveria ser feito, era sem sombra de dúvidas, pôr uma acção em tribunal contra quem faz sa afirmações por escrito, num orgão de comunicação social, com afirmações mentirosas, caluniosas e tudo o mais que se possa imaginar. Sabemos que o CPA não tem um gabinete jurídico, mas será que não haverá nenhum associado ou familiar que pudesse tomar em mãos este processo ? Ou será que vamos proporcionar ao caluniador, a continuação de dias calmos, e a ofender gratuitamente quem sustenta a instituição a que tão mal ele preside ? Companheiro vice -presidente do CPA, temos que dar a volta assunto ,e é desejável que este " folhetim " tenha tido o seu último episódio,pois não devemos desperdiçar as nossas energias com uma pessoa de tão baixo nível, e que é indigno de presidir seja a aquilo que fôr, quanto mais a uma Federação. Aproveito para lembrar a todos os consócios do CPA, que é nosso dever e nossa obrigação, demonstrarmos o nosso veemente desagrado, enviando para a Federação, por carta, postal,fax,ou via e-mail, a nossa posição sobre este assunto. " A união faz a força " , é um ditado bem antigo, e o momento é para o pormos em prática,dignificando o Autocaravanismo Português. Saudações Rolantes " ZZekas " José Borges
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« Responder #3 em: 07 Out 2006, 19:51 » |
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Fui campista durante muitos anos, tive a CCN, tambem durante os mesmos anos, sou atocaravanista há cerca de dez anos, mantive a CCN ainda alguns anos apesar de não me servir para nada, pois como tenho um «cãopanheiro» não podia frequentar os parques dos clubes, expus à FC a minha tese de que se amamos a Natureza devemos amar os animais, talvez por esta razão, os gatos (que adoram afiar as unhas nos panos das tendas... ) tinham entrada livre em qualquer parque, isto depois da FC fazer um inquerito quanto a mim tendencioso, porque perguntava; « sim ou não aos cães nos parques?» claro que respondeu a maioria que não tinha cão e a resposta foi; Não . Quanto a mim a pergunta deveria ser ; sim ou não aos cães nos parques, mas presos ?. Como não obtive qualquer resposta da FC, concluí que para eles eu não existia, então para que pagar para uma Federação que me ignora? A partir daí cortei relações com a FCMP. Tudo isto para dizer que me sinto ofendido com as palavras do Presidente de FCMP, e que apoio total e incondicionalmente as palavras do Companheiro Raul Lopes
Edgar Moreno Sócio do CPA nº 753
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Edgar Moreno Queluz-Sintra
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Raul Lopes
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« Responder #2 em: 07 Out 2006, 17:25 » |
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Companheiros, Num gesto com tanto de despropositado quanto de impensado o Presidente da FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal), Fernando Cipriano, no útimo número da Revista federativa acusa indescriminadamente os autocaravanistas de serem criminosos, isso mesmo, criminosos incendiários e traidores à Pátria. Vai daí, apela à mobilização de todos os campistas para se unirem e porem "fim aos incendiários", no que parece ser um apelo inspirado numa qualquer espécie de Guerra Santa. Pelos vistos fcipriano vê-se a si próprio a comandar um batalhão de campistas dispostos a atirar para a fogueira os autocaravanistas. Que interessante conceito de unidade! Companheiros, Isto é grave de mais para poder ser ignorado ou silenciado. O presidente da Federação de Campismo parece apostado em instalar na Federação a cultura do terror e da ameaça. Pelos vistos com algum sucesso, pois parece haver companheiros que temem vir a público criticar este disparate. Pela minha parte não estou disposto a silenciar. Não me rendo à arrogância de quem se sente confortável na cadeira do poder. Por isso escrevi o texto que torno público na mensagem anterior. Por isso também apelo a todos os campistas, caravanistas, montanhistas e autocaravanistas que se sintam atingidos na sua dignidade pelas palavras do Sr fcipriano que lhe façam sentir a vossa indignação. Este ou outros fóruns e blogs em que participem, mensagens de e-mail para a FCMP (revista@fcmportugal.com) , Cartas dirigidas ao Presidente da FCMP (Av. coronel Edaurdo Galhardo,24 1199-007 Lisboa) ou aos directores dos Boletins dos clubes a que pertencem, todas as formas serão maneiras válidas para dizer ao Sr. fcipriano que não é o dono do Movimento, muito menos das nossas consciências e dignidade.
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« Última modificação: 07 Out 2006, 21:58 por CPA »
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Raul Lopes
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« Responder #1 em: 07 Out 2006, 16:41 » |
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A Federação de Campismo e o Autocaravanismo: os autocaravanistas são criminosos? Nota: quem desejar ler esta mensagem num formato de texto pdf pode fazê-lo abrindo o ficheiro anexo cujo link está ao fundo da mensagem. A actual FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal) nasceu como Federação de Campismo e foi mudando a sua designação de acordo com critérios de oportunidade conjuntural. A Federação de Campismo reivindica para si a tutela de actividades tão distintas como o campismo, o pedestrianismo, o montanhismo, o caravanismo e o autocaravanismo. Em si mesmo isto não corresponde a nenhum problema. O problema é que a Federação se habituou a viver num quadro legal de privilégio que o direito corporativo do Estado Novo lhe concedeu. Como normalmente acontece às entidades sem concorrência, a Federação deixou-se enquistar tornando-se incapaz de compreender e de acompanhar o mundo moderno e a evolução das diversas modalidades de turismo que diz representar. Sem a lucidez nem a humildade necessárias às novas circunstâncias, a Federação de Campismo tem vindo progressivamente a fechar-se na trincheira da arrogância. Incapaz de fazer o que quer que seja de relevante, grita cada vez mais alto que aquelas modalidades são suas e preocupa-se essencialmente em que outros nada façam para que não se torne óbvio que a Federação nada faz. Ou seja, a Federação comporta-se como um grande pinheiro manso que deixou de crescer mas que nada deixa crescer em seu redor.Para não nos alongarmos muito dispensemos outros exemplos: o caso do montanhismo é mais do que suficiente. Certamente por a Federação de Campismo nada fazer pela modalidade, as principais entidades agregadoras dos montanhistas criaram a Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada. Que fez a Federação de Campismo? Mudou o seu nome tirando o caravanismo para lá colocar o montanhismo. E que mais? Nada, que não seja envolver-se numa cruzada quixotesca do bem contra mal, nisso parecendo ter a actual direcção da Federação gasto o essencial das suas energias. Desta cruzada fez parte a expulsão de vários clubes da FCMP, assim como a diabolização de todos aqueles que não aplaudam freneticamente a Federação de Campismo. Mesmo que para tal seja preciso negar aquilo que a todos nos entra pelos olhos dentro: por mais coutadas jurídicas que a FCMP consiga, no terreno a FCMP vale pouco mais do que zero em termos de montanhismo. Basta ver as fotos e os relatos que nos dizem que a Federação de Campismo recebeu do Governo quase 10 mil contos para organizar 4 provas do campeonato nacional de escalada, em que participaram meia dúzia de atletas. Não obstante, no número da Revista da Federação de Campismo que foi publicado em Setembro, o presidente da Federação declara que “o Campeonato nacional de Escalada foi um êxito”. É caso para dizer: o mais cego de entre os cegos é aquele que se recusa a ver. Faz lembrar os tempos em que a história dos povos era reescrita em função dos caprichos ditatoriais dos seus dirigentes. Tão embrenhados têm estado os directores da Federação na sua cruzada contra os montanhistas que se não deram conta de que o mundo continuou a girar independentemente das suas vontades. A Federação que entretanto tornou o seu nome mais comprido afinal resume-se a ser a representante do campismo associativo (e só deste!). Mesmo aqui perde influência a olhos vistos: das quase 100 mil Cartas que já emitiu no passado vende agora 40 mil, ... E ainda há quem teime em não ver a realidade!O montanhismo revela o seu dinamismo sob a égide da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada. Sem que a Federação de Campismo disso se desse conta, surgiu em Portugal o movimento naturista sob a liderança organizacional da Federação Portuguesa de Naturismo. As empresas proprietárias de Parques de Campismo tomaram como sua organização representativa a AECAMP em quem o Estado delegou competências que se esperaria fossem atribuídas à Federação. No domínio do autocaravanismo a FC tem vindo a enterrar a cabeça na areia, convencida de que o CPA não existe enquanto os directores da Federação de Campismo não reconhecerem a sua existência. Por isso insistem em tratar o CPA como um vulgar clube campista, como se este Clube gerisse um parque de campismo. Aliás, para a Federação de Campismo os únicos sócios do CPA que contam são os que têm Carta de Campista emitida através do CPA. A Federação de Campismo ignora que a maioria dos sócios do CPA não tem CC e que outros a têm através de outros clubes de que já eram sócios antes de serem autocaravanistas. Tem-lhe sido conveniente manter esta ignorância, pois desta forma pode argumentar que o CPA tem menos expressão no autocaravanismo do que clubes como o ACP, o CCL, o CCCB, ou o CCP. Não está em causa o mérito destes clubes e o respeito que me merecem. Mas lá por estes clubes terem entre os seus sócios alguns autocaravanistas e, simultaneamente, venderem muitas Cartas de Campista da Federação, isso não faz deles clubes representantes do autocaravanismo em Portugal.O facto é que, por mais que a Federação de Campismo teime em negá-lo, os autocaravanistas portugueses elegeram o CPA como o representante institucional do autocaravanismo em Portugal. É no CPA que se sentem representados. É ao CPA que reconhecem a liderança do movimento de promoção, dignificação e defesa dos interesses do autocaravanismo e dos autocaravanistas.Ou seja, a Federação de Campismo, esquecendo o velho adágio que diz “quem tudo quer tudo perde”, vê-se reduzida à expressão de mero representante dos interesses dos clubes gestores de parques de campismo associativo. Estamos a falar de 40 Parques dos 220 existentes no país, isto é, menos de 20%. Por mais que afirme que tudo tutela, por mais prorrogativas legais que agite, a verdade é que em Portugal, com esta Federação, nem sequer os campistas têm quem defenda os seus interesses. Por muito que custe a algumas pessoas, o CPA nunca será dirigido a partir da Federação. Acabaram os tempos em que supostos representantes do CPA se tornam dirigentes na Federação para aí serem os responsáveis ... pela escalada! Sim, da escalada, leram bem. O CPA nunca aceitará ver hipotecada à Federação de Campismo a sua liberdade de decisão e acção em defesa do autocaravanismo e do turismo itinerante. Como já escrevi noutras alturas, o autocaravanismo não se reduz ao campismo. Enquanto dirigente do CPA não tenho conhecimento de que o Clube se tenha recusado a colaborar com a FCMP. Temos sócios autocaravanistas que também são campistas, e reconhecemos a FCMP como entidade tutelar do campismo. Logo, com naturalidade encaramos a FCMP como nossa parceira. Mas ser parceira não pode significar ser dona do Clube, nem por um só momento que seja abdicaremos do direito, e da obrigação, que temos de assumir a representação dos interesses dos autocaravanistas portugueses. Pelo menos dos que são nossos associados. Se a FCMP quiser completar o nosso esforço e promover obra que se veja em prole do autocaravanismo, serei o primeiro a aplaudir. Mas se a condição da Federação para o fazer for a de manietar o CPA, então direi: não obrigado! Espero ter sido bem claro. Pois o respeito que os autocaravanistas portugueses me merecem, especialmente os sócios do CPA, exige-me que venha a público esclarecê-los sobre o que se passa. Porque estou eu para aqui a falar disto nesta altura? Porque pela pena do presidente da Federação de Campismo todos ficámos a saber que a cruzada purificadora da Federação de Campismo se estendeu ao autocaravanismo. Segundo o dito Sr. há entre nós autocaravanistas perigosos criminosos. Nada menos do que criminosos!No último número da Revista da Federação de Campismo que já referi, o Presidente da Federação num gesto de desespero próprio de quem sente a terra a fugir-lhe debaixo dos pés, ousou escrever o impensável. Vários foram os autocaravanistas que se me dirigiram manifestando a sua indignação e o propósito de não mais renovar a Carta de Campista. Desde já declaro que os seguirei e não mais renovarei a minha Carta de Campista. Antes mesmo de me sentir insultado, sinto-me envergonhado de ter uma CC emitida por uma entidade com um presidente que assim se comporta.Já nos tínhamos habituado a ver dirigentes federativos tratarem por ignorantes todos os que deles discordavam. Eu pelos ignorantes tenho muito respeito, pois passei a minha vida profissional a tentar diminuir a minha ignorância e dos meus alunos. Mas desta vez o Presidente foi longe de mais no insulto calunioso aos autocaravanistas. É um gesto que não dignifica quem o pratica e que ofende a todos os que a instituição diz representar. É um gesto próprio de algumas pessoas que costumamos ver nas imediações dos estádios de futebol, um gesto próprio de quem não está de posse de todas as suas faculdades intelectuais. De um Presidente espera-se visão estratégica, sentido de liderança, capacidade de aglutinação, razoabilidade, sentido de equilíbrio, ponderação, noção da responsabilidade própria do cargo que ocupa, e, ... educação. Nada disto o senhor fcipriano revela no seu texto. Pelo contrário. Ora vejam. - No Editorial começa por advertir para o perigo da “cisão do Movimento” decorrente dos autocaravanistas que “não são companheiros” e que além disso reivindicam para si o trabalho “que companheiros nossos vêm desenvolvendo em prole e defesa do autocaravanismo”. Os exemplos que invoca trazem-nos à memória a descrição de umas passeatas turísticas por Itália de dirigentes Federativos, supostamente para tratar a nível europeu do problema legal que temos. Mas quem ler o discurso feito na cimeira não encontra lá uma única ideia em defesa do autocaravanismo.
- Não satisfeito, o Presidente volta à carga na página 33. Aqui insurge-se contra o facto de a autoria do pré-projecto-de-lei que a FCMP entregou na AR ter sido “reivindicada ou atribuída a outras pessoas que não os respectivos autores”. Não é meu hábito reclamar a autoria do que faço no seio de estruturas colectivas. Nos muitos órgãos colectivos por onde já passei sempre procurei dar o meu melhor contributo sem estar preocupado com os louros individuais disso. Perante este arrasuado sinto-me compelido a abrir uma excepção. O Projecto que o Presidente invoca é o resultado formal de um grupo de trabalho constituído sob os auspícios da FCMP. Quando eu passei a integrar esse grupo já ele tinha 1 ou 2 anos de existência, porém não havia uma linha escrita do referido projecto. Fui eu, Raul Lopes, quem escreveu integralmente o texto base do dito projecto. Fi-lo não a título pessoal mas enquanto representante do CPA nesse grupo, logo entendo que a autoria deve ser atribuída ao CPA e não a mim. É verdade que aquilo que foi entregue na AR não é exactamente o que eu escrevi. Manifestei oportunamente o meu desagrado pela forma como o processo foi conduzido, não voltarei a fazê-lo pelo respeito que me merece a memória do então vice-presidente da FCMP que infelizmente já cá não está para me desmentir. Mas sempre direi que a versão final do projecto foi fixada numa reunião para a qual inexplicavelmente não fui convocado, e que das 3 diferenças substantivas existentes entre o meu texto e o que foi entregue na AR, uma é uma alínea que fixa o número de bombas de gasolina a partir do qual deveria ser obrigatória a existência de uma área de serviço. As outras duas foram simplesmente o corte do preâmbulo e de um capítulo relativo à regulamentação do estacionamento urbano pelas Autarquias Locais. Com estes cortes, a meu ver, esvaziaram de conteúdo o essencial do documento. Seja como for a FCMP revelou-se também aqui incapaz de acompanhar o processo, deixando-o morrer na AR sem ao menos exercer o contraditório face aos equívocos em que se funda a decisão final dos Srs Deputados. Devido à forma como a FCMP conduziu o processo, a iniciativa morreu sem honra nem utilidade para os autocaravanistas.
- Não satisfeito, e à falta de argumentos suportados na razão, o Presidente da Federação de Campismo parte para o insulto desmedido aos autocaravanistas. Primeiro, num gesto guerreiro indigno de um campista, apela solenemente à unidade e à mobilização geral contra esses autocaravanistas que não são companheiros, mas incendiários: “ou nos juntamos ou somos queimados por estes incendiários que dão cabo do nosso País”, disse. Eu não queria acreditar no que lera. Isto é grave de mais para ser verdade. Não se trata sequer de uma figura de estilo, não somos acusados de destruir a FCMP, somos acusados de literalmente incendiar e destruir o País. O Presidente da Federação não contrapõe argumentos, acusa os autocaravanistas de serem criminosos. Sim, isso mesmo, criminosos-incendiários! Esta calúnia é tanto mais incompreensível quanto ele bem sabe que está a dirigir-se a cidadãos comuns e que embora a moldura penal seja distinta, no quadro valorativo do cidadão comum um incendiário merece um castigo equivalente ao do mais horrendo dos assassinos, ou seja, a morte. É absolutamente irresponsável esta postura.
- Como se isto não fosse bastante, o Presidente da FCMP junta autocaravanistas e montanhistas e a ambos acusa de crime maior do que o de incendiários. São, nada mais, nada menos, do que traidores à Pátria: “nasceram em Portugal, mas não são portugueses”, conclui ele. Haverá crime maior do que a traição à Pátria?
Num raro rasgo de humildade, o presidente da Federação que diz tutelar o autocaravanismo confessa-se: “eu não sou autocaravanista e pouco sei de tal arte”. Não nos dá qualquer novidade, mas sempre lhe fica bem tal humildade. O que lhe fica muito, mas muito mal, o que é impróprio de quem ocupa o lugar que ocupa são os insultos que dirigiu aos autocaravanistas. É um gesto completamente impensado. Os campistas não mereciam a humilhação de ter um Presidente com tanta falta de classe. Os autocaravanistas ficam pacientemente à espera que a FCMP lhes peça formalmente desculpa por tais dislates do seu Presidente. Se isto é uma declaração de guerra, que fique registado que foi o Presidente da FCMP que unilateralmente a declarou.Lisboa, Outubro de 2006 Raul Lopes (vice-presidente do CPA) PS Quem não conhecer o texto da Revista da FCMP pode lê-lo no link da mensagem anterior colocada aqui por J.Teixeira.
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« Última modificação: 07 Out 2006, 16:56 por Raul Lopes »
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