O que a Direcção disse…
Na continuação do objectivo de pugnar por uma ainda maior consciencialização dos associados do CPA e dos autocaravanistas em geral, também em conjugação com os propósitos de transparência, rigor e verdade que são apanágio da actual Direcção, vamos, à semelhança da divulgação dos textos genericamente intitulados “É o CPA…”, dar relevo aos Editoriais de “O Autocaravanista” publicados desde 10 de Abril de 2010.
O “Editorial” é um artigo de fundo em que se aborda uma questão apresentando o ponto de vista do jornal, da empresa jornalística ou do redactor-chefe. No nosso caso apresenta o ponto de vista da Direcção do CPA.**********************
“O AUTOCARAVANISTA” N.º 22”
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EDITORIAL de 31 de Dezembro de 2011
VALEU A PENA? Em final de mandato é absolutamente normal que uma Direcção reflicta sobre não só o que conseguiu realizar como, sobretudo, se valeu a pena.
Uma leitura dos acontecimentos que se verificaram no passado faz-nos sorrir.
“O Autocaravanista”, a nossa revista, é um arquivo precioso que permite concluir que as questões que, por exemplo, se verificaram desde 2006, continuam a ser as questões que se verificam em 2011. A discriminação negativa dos autocaravanistas, o divisionismo associativo, a falta de intervenção dos associados, as criticas destrutivas aos dirigentes, a fuga às responsabilidades…
Efectivamente o CPA é um pequeno reflexo do que é a sociedade portuguesa. Fala-se muito, o que é bom, mas há uma recusa muito generalizada em assumir a construção das ideias que se defende. Assim, existe verborreia, não existe práxis.
Nos dois anos que duraram este mandato virámo-nos, como nos comprometemos, para as mudanças que se impunham para desenvolver o Clube. Nem todas foram conseguidas e algumas ainda não estão acabadas.
E, aqui, torna-se necessária uma pausa para agradecer aos associados que se disponibilizaram a trabalhar nas Delegações Regionais e, também, aos que aceitaram ser Delegados Concelhios. Estas duas novas estruturas organizativas contribuíram (e muito!) para um aproveitamento de recursos ao nível das regiões e de uma poupança de meios.
No futuro é imprescindível que se terminem as tarefas em curso, se prossiga com a reorganização, mas, é ainda mais premente, que nos viremos para o exterior, pois a sobrevivência económica e financeira do Clube também depende do prestígio e do reconhecimento do CPA pela sociedade exterior ao Movimento Autocaravanista de Portugal.
Os novos dirigentes do CPA ao candidatarem-se sob o lema “Pelo direito ao Autocaravanismo” deram um inequívoco sinal de viragem para o exterior, como se impunha e era imprescindível que o fizessem.
Um novo apelo à participação dos associados à política de continuidade e apoio a esta mudança para que o direito ao autocaravanismo se instale no nosso País é o que agora fazemos com muita veemência.
Voltando à reflexão inicial sobre se este foi um caminho que valeu a pena trilhar só teremos uma resposta conclusiva dentro de dois anos quando constatarmos se as bases da reorganização interna levada a cabo terão sustentado, de forma profícua, as politicas de afirmação e expansão que se vão iniciar.
Aos novos Corpos Gerentes do CPA desejamos as maiores venturas em prol do Clube Português de Autocaravanas.
A unidade também passa por aqui.A Direcção