Decas
Membro de Mérito
   
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: Jan, 2006
Visitante Nº 1080
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« Responder #1 em: 24 Jan 2008, 01:34 » |
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Companheiro Msilva,
Não nos estamos a entender no nosso diálogo em Português.
O que eu tentei dizer, se calhar fui eu que não me soube exprimir, é que não estava mesmo a defender ninguém, apenas e só a reflectir sobre o conteúdo da sua mensagem e da de outro companheiro, uma vez que se as lemos, as devemos tentar interpretar. Bom, depreendi eu, se calhar com alguma incorrecção na minha interpretação, que o companheiro DeCarvalho, embora sabendo dos "defeitos" inerentes ao ACP, se é que se podem entender como defeitos, ou melhor falando objectivos, desejaria o referido companheiro, para bem do autocaravanismo, e dado que um autocaravanista em 1º lugar é um automobilista, que o ACP, fosse um parceiro, do CPA em defesa do Autocaravanismo. O que levou a que tal não acontecesse, não sei, pois como sócia, não me é dado o previlégio de saber as diligências que o CPA faz, nem a forma como as mesmas decorrem. ( quando digo diligências, poderei também dizer negociações). Mas acreditando que a "negociação" em causa, não era boa para o CPA, penso que o DeCarvalho, "pensando alto", terá querido dizer - como dizem agora os jovens - temos pena. Pois seria muito bom que o CPA tivésse como parceiro um ACP.
Não interpretei doutra forma, o conteúdo da mensagem, bem como não interpretei doutra forma o falar no deserto. Este deserto tanto pode ser aqui, como no ACP, sinto-o mais como um desabafo de cansaço, de alguém que luta por dias melhores e mais dignificantes para o Autocaravnismo em Portugal. Que no fundo é o que tentamos fazer todos nós de uma maneira ou de outra - até quando se bate com a porta.
Relativamente às palavras do Raul, não as citei como seguimento de coisa nenhuma, apenas as citei pelo que elas encerram, quer neste contexto ou noutro. Mesmo que as coisas não corram como gostaríamos, mesmo que não estejamos de acordo, não nos devemos calar, ou cruzar os braços, ou encerrar determinados assuntos. Devemos sim, continuar os debates, as lutas, as intenções, até conseguirmos o desejável, até alcançarmos aquilo em que acreditamos e queremos para nós.
Se ao primeiro obstáculo as pessoas desistissem, não teríamos hoje estes fóruns de livre expressão, pois o 25 de Abril, não se teria dado. Entende?
Com 53 anos aprendi que muitas vezes é necessário recuarmos um passo para se ganhar dois, ou às vezes para não se ganhar nenhum , mas pura e simplesmente mudar a direcção, não ficar no mesmo sítio, e enveredar por outros caminhos.
Já fui radical quando tinha 20 anos, bem cedo reparei que o radicalismo é uma forma de extremismo, e eu gosto do equilíbrio.
E ainda bem que deixei de ser radical, porque se ainda o fosse não teria agora o prazer de estar aqui a falar consigo, pois a penúltima vez que bati com esta porta foi em 2006. E voltei.
Há posições que se tomam agora, fruto das circunstâncias, e que noutros momentos, mudando o cenário ou os objectivos elas são rectificadas.
Bom a resposta vai longa e poderemos continuar a falar em recuos, avanços ou mais ligada à minha profissão tácticas de jogo, que têm de ser alteradas e ajustadas à forma de jogar do adversário, e não abandonar o campeonato porque se perdeu o jogo ou o resultado foi mau. Falaremos se quiser, e terei muito prazer em conhece-lo na próxima AG extraordinária, que espero poder estar presente.
Até lá veja quantas vezes na vida já recuou ou mudou de estratégia, ou fez aquilo que estava a pensar não fazer, e depois na Nauticampo diga se eu não tenho um pouquinho de razão.
E não gosto do orgulhosamente sós. Trás-me más recordações
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